sábado, 28 de janeiro de 2012


Hanseníase recua no Brasil, mas é ainda elevada em algumas regiões 

Dados preliminares divulgados pelo Ministério da Saúde indicam que a hanseníase pode ter atingido em 2011 o patamar mais baixo em casos por número de habitantes.
Em 2011, foi registrado 1,24 caso por 10 mil habitantes. Em 1990, a taxa era próxima de 19 por 10 mil - e não foi tão baixa como agora antes disso, afirma o governo.
O dado deve ser consolidado em março e pode subir até 15%, estima Artur Sousa, representante do Morhan (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase) no Conselho Nacional de Saúde.
Isso encostaria a taxa na segunda menor da série (1,41, 2006). O ajuste, diz o ministério, será mínimo.
Apesar de vários indicadores apontarem para a redução da doença no país - foram 30.298 novos casos no ano passado, 15% a menos que em 2010 -, o Brasil mantém o segundo maior registro de novos casos da hanseníase, só perdendo para a Índia.
Também deve ser o único país a alcançar 2013 sem ter atingido a meta de eliminação da doença (menos de um caso por 10 mil habitantes), segundo Sousa.
Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância Sanitária do ministério, estima que o país atinja esse patamar em 2015, com 15 anos de atraso segundo a meta da OMS (Organização Mundial da Saúde). “Atrasamos, já poderíamos estar mais avançados.”
Ele diz que o país foi conservador ao encarar a doença no início dos anos 90, sendo um dos últimos a adotar tratamento mais moderno.
Diferenças regionais - Barbosa defende o uso de metas contra a hanseníase como fator mobilizador. Em 2009, o governo brasileiro adotou outra estratégia, de não trabalhar com metas, mas com o controle da doença - o que foi revisto em 2011.
Depois de atingida a meta nacional, continua Barbosa, a seguinte será ter menos de um caso por 10 mil habitantes em todos os Estados.
A disparidade regional é uma das preocupações, confirma Sousa. A prevalência chegou a 3,28 casos por 10 mil pessoas na região Norte e a 3,15 na Centro-Oeste. Os piores índices se mantêm em Mato Grosso e Tocantins.
Os melhores, em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o que não garante tranquilidade. “O problema nesses estados, e já está acontecendo em São Paulo, é a descentralização do tratamento.” O resultado, diz Sousa, é a identificação tardia da doença e o aumento da sua transmissão.
O indicador usado para perceber o atraso é a detecção entre menores de 15 anos. Como a doença é transmitida após contatos prolongados, a criança com hanseníase aponta a presença de um adulto não diagnosticado.
A hanseníase é uma doença infecciosa. Os sintomas principais são o aparecimento de manchas esbranquiçadas ou avermelhadas que causam a sensação de formigamento ou dormência.
Um seminário internacional sobre a doença, centrado em direitos humanos, será realizado na próxima semana no Rio de Janeiro. (Folha Online)
 


domingo, 22 de janeiro de 2012


Autores suspendem estudo polêmico de gripe aviária por 2 meses

Pausa voluntária tem objetivo de dar tempo para debates. EUA temem que mutação do vírus H5N1 seja usada por bioterroristas.

G1 20/01/2012 22h00
 
Os cientistas que conduzem um estudo sobre a transmissão do vírus da gripe aviária (H5N1) anunciaram nesta sexta-feira (20) que vão suspender a pesquisa por dois meses. A pausa nos trabalhos é voluntária, de acordo com a carta publicada pelas revistas científicas "Nature" e "Science".
A pesquisa liderada por Ron Fouchier, do centro médico Erasmus, da Holanda, se tornou polêmica devido ao medo de que ela possa ser usada por bioterroristas.
 
"Estamos cientes de que organizações e governos em todo o mundo precisam de tempo para achar as melhores soluções para as oportunidades e os desafios que derivam do trabalho. Para dar tempo para essas discussões, concordamos com uma pausa voluntária de 60 dias em qualquer pesquisa envolvendo os vírus altamente patogênicos H5N1 da gripe aviária, levando à geração de vírus que são mais transmissíveis em mamíferos", disseram os pesquisadores na carta.
Histórico
Em setembro, a equipe anunciou a criação de uma mutação do H5N1, que teria a capacidade de ser transmitido entre mamíferos, para suas análises. Esse vírus já matou 340 pessoas no mundo. O trabalho foi encaminhado para publicação na "Science" e também na "Nature" – passo necessário para o reconhecimento da pesquisa pela comunidade científica.
Em 30 de novembro, no entanto, o Painel Consultivo sobre Biossegurança dos Estados Unidos (NSABB, na sigla em inglês) pediu que as revistas omitissem detalhes sobre a metodologia científica do trabalho que permitiriam que ele fosse copiado, por questões de segurança.
Desde então, as duas publicações estudam como e se vão divulgar o estudo. Na época, a "Science" disse que compreendia o pedido do painel, mas que estava preocupada “por censurar informação potencialmente importante para a saúde pública”.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012


A Ecologia Sistêmica é abordada no livro SISTEMAS, AMBIENTE & MECANISMOS DE CONTROLE




Capa do livro de Edson Paim & Rosalda Paim


ECOLOGIA SISTÊMICA: É a abordagem da Ecologia através da ótica do SISTEMISMO, ou seja, segundo os cânones da Teoria Geral dos Sistemas, de Lwidg von Bertalanffy.

O tema é focalizado no livro de Edson Paim e Rosalda Paim, designado SISTEMAS, AMBIENTE & MECANISMOS DE CONTROLE.

Este Livro de autoria de Edson Paim, designado SISTEMAS, AMBIENTE & MECANISMOS DE CONTROLE, trata da abordagem de qualquer sistema, simultaneamente com a do respectivo ambiente, ambos acrescidos de mecanismos de controle ou “feedbacks”, necessários à obtenção dos seus estados de equilíbrio, cujo propósito é assegurar a consecução dos objetivos, fixados para o sistema em causa.

Sistemas, Ambiente & Mecanismos de Controle refere à descrição e a utilização de um paradigma de cunho abrangente, integrativo, sintético, enfim, holístico - o Sistemismo Ecológico Cibernético Informacional - construído com alicerce em quatro pilares principais: Teoria Geral dos Sistemas (Sistemismo), Cibernética, Teoria da Informação e Ecologia, representando, portanto, uma metodologia de caráter multirreferencial.

O presente construto foi concebido e elaborado com inspiração no modelo de organização e funcionamento dos seres vivos e dos ecossistemas naturais - sistemas auto-organizadores, auto-reajustáveis e auto-reprodutores, - os quais são dotados de dispositivos cibernéticos ou de “feedback” negativo, construídos pela natureza.

Um aspecto deste paradigma é o fato de estar estribado na estrutura sistêmica do genoma e, na fisiologia cibernética do sistema nervoso, particularmente do cérebro humano, que abriga o produto mais sofisticado da evolução biológica - a consciência.

A metodologia proposta pode ser aplicada tanto à focalização de um sistema como a de seus metassistemas e subsistemas, incluindo a visualização do respectivo ambiente - também um sistema, - o sistema ambiental.
Este referencial corresponde ao Sistemismo ampliado e postula a possibilidade da abordagem de qualquer sistema, seja de natureza física, biológica, tecnologia ou social, mediante a mesma metodologia, ora apresentada.

Destarte, o quadro de referência proposto torna possível enfocar, através de um mesmo prisma, o ser humano, um automóvel, uma empresa, um município, um estado, um país e, até mesmo, o sistema social global, assim como o sistema físico em que todos eles estão contidos - o próprio Planeta Terra - e, por extensão, o Universo inteiro.

Esta perspectiva se alicerça no fato de que todos eles possuem, como denominador comum, os atributos universais dos sistemas, entre os quais se destacam:

1) - os sistemas são conjuntos de partes interligadas e inter-relacionadas, atuando conjuntamente, para a consecução de um determinado objetivo;
2) - os sistemas estão inseridos no ambiente;
3) - a totalidade dos sistemas abertos estabelece contínuas e permanentes relações com o seu ambiente imediato, efetuadas através de intercâmbios;
4) - os intercâmbios que ocorrem entre cada sistema e o seu ambiente podem ser sintetizados como trocas contínuas e permanentes de matéria, energia e informações, processadas entre um e outro, afetando-se mutuamente, isto é, sofrendo, em conseqüência, cada um deles, influências do outro.
Os sistemas, de um modo geral, sobretudo, os de natureza biológica, tecnológica ou social, necessitam possuir mecanismos de controle (“feedbacks”), com o propósito de regular o seu estado de equilíbrio e a harmonia do seu funcionamento ou operacionalização.

Os sistemas compartilham, portanto, características tais como as de totalidade, abrangência, integralidade, síntese e inter-relacionamento entre suas partes integrantes, efetuando contínuas trocas de “matéria, energia e informações” com o ambiente, além da necessidade de possuírem mecanismos de controle, cuja finalidade é a manutenção dos seus estados de equilíbrio e, o do ambiente que os envolve, além garantir a harmonia ente ambos.

O fato de corresponderem a sistemas sintetiza os atributos que são comuns a todos eles.

Um determinado sistema, acrescido dos seus arredores, constitui, por sua vez, outro sistema, de maior amplitude e, de natureza mista: o conjunto sistema/ambiente, que poderá ser designado, no contexto do estudo, como universo, - com u minúsculo - para não confundir com Universo, o sistema cósmico.

Nosso planeta e, o seu ambiente, o Universo, o qual integra, por corresponderem a sistemas, podem ser visualizados através deste mesmo prisma, considerando-se, entretanto, que o Sistema Universal representa o único sistema sem ambiente, pois não se pode conceber a existência de algo em seu entorno, desde que o consideremos infinito.

Os nove primeiros capítulos, que se busca manter inter-relacionados, interligados, entrelaçados, integrados, como uma malha, uma trama, uma rede, uma teia de idéias, fundamentos, conceitos e princípios que formam o alicerce do Sistemismo Ecológico Cibernético Informacional - o Sistemismo ampliado - constantes dos capítulos X a XII.

Finalmente, o capítulo XIII, “Rumo a uma Sociedade Cibernética”, aborda a hipótese de uma nova utopia: um sistema social aberto, baseado no Estado de Direito Democrático, cuja essência é ser repleto de mecanismos regulatórios (“feedback” sociais), destinados a assegurar o equilíbrio do seu funcionamento, objetivando torná-lo harmônico, em toda a plenitude e, inserido num contexto ecológico perfeitamente adequado aos propósitos ou telos da sociedade.

Este modelo sócio-econômico-jurídico-cultural e ecológico seria capaz de garantir aos seus integrantes, entre outras, as condições de liberdade individual e coletiva e, de universalização do acesso às informações, cidadania, trabalho, moradia, alimentação, educação, saúde, segurança, saneamento básico, transporte e lazer, enfim, igual oportunidade para todos: justiça social, adequada distribuição de renda e, qualidade de vida, compatível com a dignidade da pessoa humana, em perfeita harmonia com o contexto ambiental.