sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mutação de vírus da gripe suína mata dois na França

da France Presse, em Paris

Duas pessoas portadoras de uma mutação do vírus da gripe H1N1 descoberta recentemente na Noruega morreram na França, anunciou nesta sexta-feira o Instituto Nacional de Vigilância Sanitária (InVS) em um comunicado.

Os dois pacientes não tiveram contato entre si e estavam em hospitais de cidades diferentes, informou a fonte. Além disso, em um dos casos foi registrada uma outra mutação conhecida por causar resistência ao oseltamivir (Tamiflu), indicou o InVS.

Trata-se da primeira cepa resistente na França entre as 1.200 analisadas até agora.

A epidemia de gripe H1N1 acelerou-se brutalmente na França, onde 30 novas mortes foram registradas em menos de dez dias, elevando a 76 o número de mortes na metrópole (isto é, sem contar os departamentos e territórios de ultramar) desde o início da epidemia.

O número de casos graves passou para 420, desde o início da epidemia.

A mutação do vírus "poderia aumentar sua capacidade de atingir as vias respiratórias baixas e, principalmente, o tecido pulmonar", informou o InVS.

No entanto, "a eficácia das vacinas atualmente disponíveis não foi questionada", informou.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) havia relatado a detecção, na Noruega, de uma mutação do vírus H1N1 em três casos.

Vítimas no mundo

Ao menos 7.826 morreram devido à gripe suína em todo o mundo, ou seja, mais de mil vítimas suplementares desde a semana passada, o que corresponde a um aumento de 16%, segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde divulgado nesta sexta-feira.

O número de vítimas disparou na Europa, chegando a ao menos 650, o que representa um aumento de mais de 85% em uma semana.

O continente americano ainda é o mais atingido pela pandemia com 5.360 mortos (554 só nesta semana), seguido pela Ásia-Pacífico com pelo menos 1.382 mortos (59 nessa semana).

O balanço anterior da OMS listava 6.750 mortos em 206 países e territórios.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

OMS registra mutação do vírus da gripe suína na Noruega - da Folha Online

A OMS (Organização Mundial de Saúde) afirmou nesta sexta-feira em comunicado que o Instituto de Saúde Pública da Noruega identificou uma mutação em três espécies do vírus H1N1, cuja variação A H1N1 causa a chamada gripe suína. Segundo a organização, a mutação está sendo monitorada, mas não há ainda dados conclusivos para avaliar se a mutação tornou o vírus mais letal.

As mutações foram identificadas nos dois primeiros caos de morte por vírus da gripe suína na Noruega e em um paciente que sofria de grave doença quando foi contaminado pelo vírus. Segundo o comunicado da OMS, mais de 70 pacientes com a doença foram analisados e nenhum outro caso foi identificado.

A organização afirmou ainda que o vírus mutante é sensível ao tratamento com drogas antivirais como a oseltamivir e zanamivir --atualmente utilizados para o combate à gripe suína-- e que as vacinas são eficientes para evitar a contaminação.

A OMS destaca ainda que mutações no vírus da gripe suína foram identificadas ainda no Brasil, na China, Japão, México, Ucrânia e Estados Unidos. "Apesar das informações sobre estes casos serem incompletas, vários casos de vírus com esta mesma mutação foram detectados em casos fatais e mais leves. [...] O significado desta descoberta para a saúde pública ainda é incerta", destaca o texto.

As mutações aparentemente ocorrem de maneira esporádica e espontânea e não parece haver uma epidemia desta espécie mutante do vírus.

Quando a pandemia de gripe suína surgiu, a OMS temia que o vírus --de fácil transmissão, mas baixa letalidade-- pudesse se murar com vírus da gripe aviária --de difícil transmissão e alta letalidade--, o que criaria um vírus especialmente perigoso.

Até agora, meses após os primeiros casos, em abril passado, nenhuma mutação perigosa foi registrada.

domingo, 18 de outubro de 2009

Vírus H1N1 pode ser incluído em vacina contra gripe comum

Por Helena Neves, da Agência Lusa

Lisboa, 18 out (Lusa) ? O vírus da gripe A H1N1 deverá ser incluído na vacina contra a gripe sazonal do próximo ano, segundo o pneumologista Filipe Froes.

"No Hemisfério Sul, que já saiu da época de inverno, já foi determinada qual será a composição da vacina sazonal para 2010 e esta estirpe já vai estar conjuntamente com mais duas", disse o médico à Agência Lusa.

Provavelmente, irá acontecer o mesmo na vacina sazonal para o Hemisfério Norte, destacou, ressalvando que será necessário observar a evolução do vírus durante este inverno.

Sobre o que é previsível acontecer a este vírus, o especialista comentou que "deve acontecer o mesmo que às outras estirpes anteriores".

"Eles entram em circulação na população a nível mundial, provocam taxas de ataque elevadas pela ausência de imunização. À medida que as pessoas vão sendo vacinadas, o vírus não consegue manter o mesmo ritmo de infecção e passará a ser integrado no equilíbrio normal que existe entre os vírus influenza", explicou.

Pedro Simas, pesquisador da Unidade de Patogênese Viral do Instituto de Medicina Molecular, adiantou que, em termos evolutivos, "este vírus, como antigenicamente é mais competitivo do que os dois vírus circulantes sazonais, pode vir a desalojar um dos outros vírus e passa a ser o vírus predominante nos próximos anos".

"Prevê-se que nos próximos anos vá afetar toda a população do mundo e passa a ser um vírus que circula normalmente como um vírus sazonal", explicou à Lusa.

Com o fim do inverno no Hemisfério Sul, foram aprendidas algumas "lições", sobretudo que o "vírus está estável, não sofreu qualquer mutação", adianta o pesquisador.

"O que aprendemos foi que o vírus está estável, não aumentou de virulência e que causa uma gripe, que pode ser complicada nos grupos de risco, como qualquer vírus da gripe, mas que nas pessoas saudáveis não é uma infecção complicada", comentou.

Para o pneumologista Filipe Froes, as pessoas já perceberam que há vários tipos de gripe e já nem confundem a gripe com a constipação, como confundiam antigamente.

"Há nitidamente uma evolução no conhecimento populacional no sentido de que há uma gripe pandêmica, uma gripe sazonal e a constipação", destacou.

Sobre a previsão de como será o comportamento do vírus no Hemisfério Norte, Pedro Simas afirmou que "não há qualquer indicação de que seja diferente daquilo que se previu no início da pandemia, de que afetará cerca de um terço das populações".

Para ele, "se a vacinação for utilizada de uma maneira racional, será uma forma muito útil e eficaz de controlar a disseminação do vírus e a pandemia".

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Teste de vacina contra Aids reduz pela primeira vez risco de infecção

Uma vacina experimental contra a Aids diminuiu, pela primeira vez, o risco de infecção pelo vírus HIV, afirmam cientistas.

A vacina - uma combinação de duas vacinas experimentais já testadas - foi administrada a 16 mil voluntários na Tailândia, no maior teste já realizado com uma vacina contra a Aids.

Os pesquisadores concluíram que a vacina reduziu em quase um terço o risco de contrair o vírus HIV, que provoca a doença.

O resultado está sendo visto como um avanço científico significativo, mas uma vacina global ainda está distante.

O estudo foi realizado pelo Exército americano com o governo da Tailândia e durou sete anos. Todos os voluntários - homens e mulheres com idades entre 18 e 30 anos - não eram portadores do HIV e viviam em algumas das regiões mais afetadas da Tailândia.

As vacinas combinadas para a produção desta já haviam sido testadas, sem sucesso.

Metade dos voluntários recebeu a vacina e a outra metade recebeu um placebo. Todos receberam aconselhamento sobre prevenção do vírus HIV.

Entre os voluntários que receberam a vacina, o risco de infecção pelo HIV foi 31,2% menor do que entre os que tomaram o placebo.

"O resultado é extremamente encorajador. Os números são baixos e a diferença pode se dever à sorte, mas a conclusão é a primeira notícia positiva no campo de vacinas contra a Aids em uma década", disse Richard Horton, editor da revista médica Lancet.

"Nós devemos ser cautelosos, mas ter esperança. A descoberta precisa ser replicada e investigada urgentemente." O resultado também foi comemorado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo programa conjunto da ONU para a Aids (UN/Aids).

Segundo eles, os resultados ,"caracterizados como modestamente protetores...trouxeram nova esperança no campo de pesquisa de vacinas contra a Aids".

Estima-se que cerca de 33 milhões de pessoas no mundo são portadoras de HIV.
UOL Celular

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Anvisa proíbe publicidade de antigripais para diminuir uso indiscriminado

Rio de Janeiro, 14 ago (EFE).- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu hoje a veiculação de publicidade de remédios antigripais em todos os meios de comunicação, para diminuir seu uso indiscriminado, já que podem mascarar os sintomas da gripe A.

A resolução da Anvisa publicada hoje no "Diário Oficial da União" atinge todo o território nacional e inclui os remédios a base de ácido acetilsalicílico, assim como medicamentos que aliviam os sintomas da gripe, entre eles o paracetamol, a dipirona e o ibuprofeno.

A medida será aplicada a todos os meios de comunicação, incluindo os digitais.

Segundo a resolução da Anvisa, o objetivo da medida é estimular um uso "absolutamente sensato" dos remédios, já que, apesar de ter certa eficácia e serem produtos cuja segurança é garantida, também podem mascarar sintomas importantes para o diagnóstico da gripe A.

O organismo assegurou ter tomado a decisão levando em conta os dados do último relatório epidemiológico do Ministério da Saúde, emitido na segunda-feira, de que 77% dos casos de doenças respiratórias são causados atualmente pela nova gripe e não pelo vírus comum.

A Anvisa explicou também que a medida terá validade enquanto houver uma situação especial de risco para a saúde.

A norma afeta qualquer tipo de propaganda dos remédios e também proíbe a publicidade nos estabelecimentos onde os medicamentos são vendidos.
UOL Celular

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Remédio falso: Piratas da saúde roubam dinheiro público

Por meio de fraude em licitações e com ajuda de servidores corruptos, quadrilhas que comercializam remédios falsificados vendem as mercadorias para estados e municípios, relatam os repórteres Thiago Herdy e Alana Rizzo, do Correio/Estado de Minas.

(Correio Braziliense - págs. 1, 8 e 9)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Cientistas encontram vírus da Aids originário de gorilas

WASHINGTON (Reuters) - Pesquisadores franceses anunciaram no domingo a descoberta, numa paciente camaronesa, de um vírus semelhante ao da Aids e originário de gorilas.

A mulher passa bem, não tem sintomas da Aids e provavelmente foi contaminada por outra pessoa, e não por um gorila, segundo os pesquisadores.

A descoberta, publicada na revista Nature Medicine, sugere que este recém-descoberto vírus dos gorilas está circulando entre pessoas.

"Identificamos um novo vírus da imunodeficiência humana (HIV) numa camaronesa. Ele é estreitamente relacionado com o vírus da imunodeficiência símia (SIV) dos gorilas, e não demonstra sinais de recombinação com outras linhagens do HIV-1 ou com o SIV de chimpanzés", escreveram Jean-Christophe Plantier, da Universidade de Rouen, e seus colegas.

A paciente de 62 anos foi diagnosticada em 2004, logo depois de se mudar de Camarões para Paris. Um sequenciamento genético de rotina no vírus demonstrou que ele não se parecia com nenhuma outra amostra do vírus da Aids. O mistério só foi esclarecido ao se comparar o vírus da paciente com o SIV dos gorilas, descoberto apenas em 2006.

Acredita-se que o vírus da Aids tenha se originado em chimpanzés e contaminado inicialmente pessoas que caçavam e comiam esses animais, a espécie viva geneticamente mais parecida com os humanos.

Em menos de três décadas, a doença matou 25 milhões de pessoas e contaminou outras 33 milhões. Não há cura, apenas formas de controle paliativo.

A paciente camaronesa, que é viúva, não teve contato direto com gorilas, mas relata ter tido vários parceiros sexuais após a morte do seu marido. Ela se lembra de ter estado doente uma vez.

Quando as pessoas são contaminadas com o HIV, costumam ter febre ou uma doença passageira, mas raramente percebem do que se trata. O diagnóstico habitualmente só é feito depois, quando o vírus começa a destruir o sistema imunológico.

"Nossas descobertas indicam que os gorilas, além dos chimpanzés, são fontes prováveis do HIV-1", escreveu a equipe de Plantier. "A descoberta desta nova linhagem do HIV-1 salienta a contínua necessidade de acompanhar de perto a emergência de novas variantes do HIV, particularmente na África centro-ocidental, origem de todos so grupos do HIV-1 existentes."
UOL Celular

sábado, 1 de agosto de 2009

Liberar remédio fortalece vírus da gripe suína, diz governo

Apesar das pressões para que o Tamiflu (antiviral usado contra a gripe suína) seja liberado para todos os pacientes com sintomas que procurem hospitais, o Ministério da Saúde informou ontem que não vai modificar o protocolo atual de prescrição do medicamento.

A pasta criticou ainda medidas como a de Passo Fundo (RS) e do Rio de Janeiro, que tornaram o remédio mais acessível, pois afirma que o vírus A (H1N1) pode se tornar resistente ao medicamento.

Pelo protocolo, o Tamiflu é indicado apenas para pessoas com fatores de risco ou em estado grave e deve ser usado em, no máximo, até 48 horas a partir do início dos sintomas.

Mas em São Paulo e no Rio de Janeiro surgiram contestações a essa estratégia.

Para o Ministério Público Federal paulista e o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, há uma "aparente contradição" na recomendação.

Ambos dizem que, muitas vezes, um paciente com gripe vai ao hospital sem se enquadrar nesses critérios e é dispensado. Quando busca o hospital novamente, já em estado grave, não pode mais receber o remédio, pois as 48 horas já passaram.

"Tenho o relato de um paciente de São José do Rio Preto [438 km do SP] com quem aconteceu isso e ele veio a falecer. O protocolo está sendo ineficiente, porque as mortes estão crescendo", diz o procurador Jefferson Aparecido Dias.

Ele enviou ontem pedido de explicações ao ministério sobre essa política. A pasta terá dez dias para dar a resposta. Após analisá-la, Dias pode entrar com ação contra a medida.

Bombeiros

No Rio, a Defensoria Pública da União decidiu entrar na próxima semana com ação na Justiça federal contra a União, o Estado e a prefeitura da capital questionando a política de combate à gripe suína.

O órgão pede que o Tamiflu e o similar fabricado pela Fiocruz sejam oferecidos em toda a rede de saúde pública e privada e não tenham a prescrição restrita a grupos de risco ou a pacientes em estado grave.

Ontem, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio começou a distribuir o medicamento de maneira descentralizada, inclusive em 45 quartéis do Corpo de Bombeiros. O remédio poderá ser retirado mediante receita médica e formulário específico indicando que se trata de caso grave ou com fatores de risco --ambos podem ser fornecidos por qualquer médico.

Em Passo Fundo (RS), o Hospital São Vicente de Paulo já quebrou o protocolo e passou a prescrever o antiviral assim que o paciente apresenta sintomas.

As medidas são criticadas por infectologistas. "O vírus vai criar resistência e os que realmente precisam do remédio vão sofrer as consequências", afirma Caio Rosenthal, do Instituto Emílio Ribas.

Já há relatos de resistência ao medicamento em quatro países, conforme o ministério.

Ele afirma ainda que os pacientes que só manifestam a forma grave da doença após 48 horas dos primeiros sintomas não necessitam do antiviral, já que, provavelmente, a piora se deve a complicações da gripe, como pneumonias bacterianas, que têm de ser combatidas com outro tipo de medicação.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Passo Fundo quebra protocolo e trata casos suspeitos de gripe suína com Tamiflu

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Os hospitais e postos de saúde da cidade de Passo Fundo, no Rio Grande Sul, vão quebrar o protocolo de atendimento do Ministério da Saúde e criar suas próprias regras no combate à gripe suína. Entre as novas normas, estão o atendimento 24 horas e o tratamento dos pacientes com suspeita da doença com Tamiflu, assim que forem detectados os primeiros sintomas. A medida foi anunciada nesta quinta-feira pelo Comitê Gestor da Gripe A na cidade. As informações são do jornal "Zero Hora".

O Ministério da Saúde orienta que apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave devem ser medicados.

Segundo conta ao jornal o vice-diretor clínico do Hospital São Vicente de Paulo, Júlio Stobbe, testes feitos em pacientes que apresentaram sintomas, usando medicação imediata, já apresentam resultados. Destes pacientes todos se recuperaram e passam bem, estão fora de risco, de acordo com o médico.

Sete pessoas já morreram de gripe suína na cidade. Os dois últimos casos foram confirmados pela Secretaria Estadual da Saúde na tarde de ontem. Trata-se de uma mulher de 28 anos, portadora de síndrome de Down, e um homem de 42 anos, auxiliar de escritório. Eles não apresentavam nenhuma outra doença que comprometesse o sistema imunológico. Os óbitos ocorreram no dia 22 deste mês, no Hospital São Vicente de Paulo.

*Com informações da Folha Online
UOL Celular

terça-feira, 28 de julho de 2009

Escolas de São Paulo adotam medidas contra gripe suína



Danilo Verpa/Folha Imagem
Em medida preventiva, Rafaella Palis evita usar diretamente bebedouro do colégio Rio Branco


TALITA BEDINELLI
da Folha de S.Paulo

O primeiro dia de aula após as férias das amigas Elis e Natália Lima, ambas de 17 anos, foi diferente neste ano. As habituais conversas sobre viagens, passeios e baladas foram em parte substituídas pelas notícias sobre a gripe suína --a chamada gripe A (H1N1).

Elis teve até que compartilhar seu álcool em gel --usado para higienizar as mãos-- com as amigas. "Todo mundo pediu emprestado. Minha mãe comprou uns mil", diz a estudante do colégio Rio Branco (Higienópolis, centro de SP).


A escola foi uma das que retomaram as aulas ontem (27), não antes de tomar algumas medidas preventivas para evitar o contágio dos estudantes pela gripe.

Nos banheiros, cartazes ensinavam os estudantes a lavar as mãos corretamente. Para evitar que as crianças encostem a boca nos bebedouros, havia copos plásticos. E, à tarde, os corredores do prédio ganharam álcool em spray, para que as crianças desinfetarem as mãos.

No Mackenzie, também em Higienópolis, onde as aulas recomeçaram ontem, um médico passou em todas as salas do ensino médio para dar orientações sobre a gripe. Entre as dicas, que também constavam em um folheto, estão evitar cumprimentos como beijos e abraços e não compartilhar objetos como copos e talheres. Trabalhos em dupla ou em grupos também serão evitados.

Durante as aulas, a porta das salas permaneceu aberta, assim como as janelas. "Até os ventiladores estavam ligados, cheguei a passar frio", conta Jéssica Albieri de Almeida, 15.

Em ambas as escolas, os pais receberam uma recomendação: crianças que apresentarem algum sinal da gripe não devem ir às aulas. Ontem, não houve falta nas escolas por essa razão.

"Quem tiver qualquer sintoma será dispensado, mas terá que trazer atestado médico", explica uma das coordenadoras do Mackenzie, Alice Mafra.

O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvencio Furtado, diz que as medidas adotadas pelas escolas estão corretas, mas dá outra dica: "Alternar os horários de recreio é uma boa medida para evitar a aglomeração de crianças".

Fim de férias

A maioria dos colégios particulares de SP retoma as aulas na segunda-feira, assim como as escolas da rede pública.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse ontem não haver recomendação para adiar a volta às aulas. Nesta semana, porém, os secretários estaduais da Saúde de SP, RJ e RS se encontrarão com o ministro José Gomes Temporão (Saúde) para discutir essa possibilidade.

sábado, 25 de julho de 2009

Gripe de 1918

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Edição atual tal como às 10h16min de 25 de julho de 2009

A Gripe de 1918 (frequentemente citada como Gripe Espanhola) foi uma pandemia do vírus influenza que se espalhou por quase toda parte do mundo. Foi causada por uma virulência incomum e cepa mortal do vírus Influenza A do subtipo H1N1.

A origem geográfica da pandemia de gripe de 1918-1919 é desconhecida. Foi designada de gripe espanhola, gripe pneumónica, peste pneumónica ou, simplesmente, pneumónica.

A designação "gripe espanhola" deu origem a algum debate na literatura médica da época, que talvez se deva ao fato de a imprensa na Espanha, não participando na guerra, ter noticiado livremente que civis em muitos lugares estavam adoecendo e morrendo em números alarmantes.

A doença foi observada pela primeira vez em Fort Riley, Kansas, Estados Unidos da América em 4 de Março de 1918,[1] e em Queens, Nova Iorque em 11 de Março do mesmo ano.
Os primeiros casos conhecidos de gripe na Europa ocorreram em Abril de 1918 com tropas francesas, britânicas e americanas, estacionadas nos portos de embarque em França.

Em Maio, a doença atingiu a Grécia, Espanha e Portugal. Em Junho, a Dinamarca e a Noruega. Em Agosto, os Países Baixos e a Suécia. Todos os exércitos estacionados na Europa foram severamente afectados pela doença, calculando-se que cerca de 80% das mortes da armada dos EUA se deveram à gripe.

* 1 Evolução da pandemia
* 2 Personalidades brasileiras vítimas da gripe
* 3 Personalidades portuguesas vítimas da gripe
* 4 Referências

Evolução da pandemia

A pandemia desenvolveu-se em três ondas epidémicas:

* A primeira, mais benigna, termina em Agosto de 1918;
* A segunda inicia-se no outono e termina entre os meses de Dezembro e Janeiro, tendo sido de extraordinária gravidade, afetando uma grande parte da população e com uma taxa de letalidade de 6 a 8%;
* A terceira e derradeira, começa em Fevereiro de 1919 e termina em Maio do mesmo ano.

A pandemia, caracterizou-se mundialmente pela elevada morbilidade e mortalidade, especialmente nos sectores jovens da população e pela freqüência das complicações associadas. Calcula-se que afetou 50% da população mundial, tendo matado 20 a 40 milhões de pessoas, pelo que foi qualificada como o mais grave conflito epidémico de todos os tempos. A falta de estatísticas confiáveis, principalmente no Oriente (como China e Índia) pode ocultar um número ainda maior de vítimas.

É provável que o vírus responsável pela pandemia esteja relacionado com o vírus da gripe suína, isolado por Richard E. Shope em 1920.

Em Portugal, verificou-se uma elevadíssima taxa de mortalidade, com duas ondas epidémicas e uma ocorrência muito marcada entre os 20 e os 40 anos, que terá causado cerca de 120 000 mortos[2].

No Brasil a doença chegou em setembro de 1918. No dia 24 daquele mês a Missão Médica enviada pelo país para ajudar no esforço de guerra francês foi atingida pela gripe no porto de Dacar, Senegal, que à época era colônia francesa. No mesmo mês chegou ao país o paquete Demerara, vindo da Europa, e que é apontado por alguns autores,[3] como o primeiro navio portador do vírus para dentro do Brasil. Em poucos dias a epidemia irrompeu em diversas cidades:Recife, Salvador e Rio de Janeiro, chegando em novembro de 1918 à Amazônia. Foram registradas em torno de 300 mil mortes relacionadas à epidemia. A doença foi tão severa que vitimou até o Presidente da República, Rodrigues Alves, em 1919.

Personalidades brasileiras vítimas da gripe

* Rodrigues Alves - morto na iminência de seu segundo mandato como Presidente da República.
* Belfort Duarte - futebolista
* Anália Franco - educadora
* Euripedes Barsanulfo - educador e médium espirita

Personalidades portuguesas vítimas da gripe

* Amadeo de Souza-Cardoso - pintor modernista
* Pedro Blanco - Compositor Pianista (Leon 1883 - Porto 1919)
* António de Lima Fragoso - Compositor Pianista (1897-1918)

Referências

1. ↑ Avian Bird Flu. 1918 Flu (Spanish flu epidemic)
2. ↑ http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=624828 Gripe Espanhola foi provocada por um vírus das aves
3. ↑ http://www.anpuhsp.org.br/downloads/CD%20XVII/ST%20III/Liane%20Maria%20Bertucci-Martins.pdf FRAGMENTOS DO DISCURSO CIENTÍFICO NA GRIPE ESPANHOLA

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Ministério divulga tira-dúvidas sobre gripe suína

O Ministério da Saúde elaborou um guia que responde às principais dúvidas dos brasileiros sobre o vírus Influenza A (H1N1), causador da gripe suína. As perguntas vão desde a previsão de produção da vacina no Brasil até os critérios de distribuição do medicamento para o tratamento da doença. Quem tiver outras pergunta pode ligar para o Disque Saúde (0800 61 1997). As informações abaixo foram elaboradas pelo ministério.

1 - Qual a diferença entre a gripe comum e a influenza A (H1N1)?

Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus Influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, não importa, neste momento, saber se o que se tem é gripe comum ou a nova gripe. A orientação é, ao ter alguns desses sintomas, procure seu médico ou vá a um posto de saúde. É importante frisar que, na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. Isso também ocorre na nova gripe. Em ambos os casos, o total de pessoas que morrem após contraírem o vírus em todo o mundo é, em média, de 0,5%.

2 - Existe transmissão sustentada do vírus da Influenza A (H1N1) no Brasil?

Desde 24 de abril, data do primeiro alerta dado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o surgimento da nova doença, até o dia 15 de julho, o Ministério da Saúde só havia registrado casos no país de pessoas que tinham contraído a doença no exterior ou pego de quem esteve fora. No dia 16 de julho, o Ministério da Saúde recebeu a notificação do primeiro caso de transmissão da influenza A (H1N1) no Brasil sem esse tipo de vínculo. Trata-se de paciente do estado de São Paulo, que morreu no último dia 30 de junho. Esse caso deu a primeira evidência de que o novo vírus está em circulação no território nacional. Todas as estratégias que o Ministério da Saúde deveria adotar numa situação como esta já foram tomadas há quase três semanas. O Brasil se antecipou. A atualização constante das ações contra a nova gripe permitiu que, neste momento, toda a rede de saúde esteja integrada para manter e reforçar as medidas de atenção à população.

3 - Por que o Rio Grande do Sul registra tantos casos da influenza A (H1N1)?

Todos os anos, o Brasil registra ocorrências de casos graves e óbitos por gripe e doenças associadas, como pneumonia, em todas as regiões. Neste período do ano, que é inverno, sempre há maior ocorrência desses casos, em especial no Rio Grande do Sul e nos outros estados do Sul e Sudeste. Isso porque eles têm o inverno mais rigoroso e mais prolongado. Além disso, no caso especifico da influenza A (H1N1), há países com maior número de casos que fazem fronteira com o Rio Grande do Sul, como é o caso da Argentina. A disseminação da doença aumenta e não é indicado controlar o fluxo de pessoas na fronteira, pois isso não tem efeito na disseminação da doença.

4 - Como eu posso me prevenir da doença?

Alguns cuidados básicos de higiene podem ser tomados, como: lavar bem as mãos frequentemente com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.

5 - Quando eu devo procurar um médico?

Se você tiver sintomas como febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza, procure um médico ou um serviço de saúde, como já se faz com a gripe comum.

6 - O que fazer em caso de surgimento de sintomas?

Qualquer pessoa que apresente sintomas de gripe deve procurar seu médico de confiança ou o serviço de saúde mais próximo para receber o tratamento adequado. Nos casos de agravamento ou de pessoas que façam parte do grupo de risco, os pacientes serão encaminhados a um dos 68 hospitais de referência.

7 - Quem está no grupo de risco?

O grupo de risco é composto por idosos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer, em tratamento para AIDS), pessoas com obesidade mórbida e também com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.

8 - Os hospitais estão preparados para atender pacientes com a influenza A (H1N1)?

Atualmente, o Brasil possui 68 hospitais de referência para tratamento de pacientes graves infectados pelo novo vírus. Nessas unidades, existem 900 leitos com isolamento adequado para atender aos casos que necessitem de internação. Todos os outros hospitais estão preparados para receber pacientes com sintomas leves de gripe.

9 - O Brasil tem medicamento suficiente para enfrentar a influenza A (H1N1)?

Sim. O Ministério da Saúde tem medicamento suficiente para enfrentar a pandemia de influenza A (H1N1). O Ministério da Saúde tem um estoque de 9 milhões de tratamentos em pó. Eles foram adquiridos em 2005, época de uma possível epidemia de gripe aviária. Além disso, na terça-feira (21 de julho), o governo federal recebeu mais 50 mil tratamentos. Desses, 15 mil vão para o Rio Grande do Sul, estado entre os mais afetados pela doença. Outros estados com maior número de casos também receberam quantidade adicional de tratamento. Até o fim de julho, o ministério vai receber mais 150 mil tratamentos. Nas próximas semanas, será um milhão a mais de medicamentos disponíveis, além do que está estocado em pó. O ministério esclarece que o estoque de remédios está de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

10 - Como é realizada a distribuição do medicamento?

A distribuição dos medicamentos é centralizada. O Ministério da Saúde envia os remédios aos estados, respondendo às solicitações das Secretarias Estaduais de Saúde. Cabe a elas não só indicar as unidades de referência no atendimento da nova gripe, como também ampliar o número de unidades para realização do tratamento. Outras unidades podem ser indicadas para atender os casos e usar o antiviral.

11 - Quais os critérios de utilização para do medicamento fosfato de oseltamivir?

Apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicados com o fosfato de oseltamivir. Os demais terão os sintomas tratados de acordo com indicação médica. O objetivo é evitar o uso desnecessário e uma possível resistência ao medicamento, assim como já foi registrado no Reino Unido, Japão e Hong Kong. É importante lembrar, também, que todas as pessoas que compõem o grupo de risco para complicações de influenza requerem avaliação e monitoramento clínico constante de seu médico, para indicação ou não de tratamento com o fosfato de oseltamivir.

12 - Grávidas podem tomar fosfato de oseltamivir?

Não há registros de efeitos negativos do uso do fosfato de oseltamivir em mulheres grávidas e em fetos. No entanto, como medida de precaução e conforme orientação do fabricante, esse medicamento só deve ser tomado durante a gravidez se o seu benefício justificar o risco. Essa decisão deve ser tomada de acordo com indicação médica.

13 - Por que o exame laboratorial parou de ser realizado em todos os casos suspeitos?

Essa mudança ocorreu porque um percentual significativo - mais de 70% - das amostras de casos suspeitos analisadas em laboratórios de referência, antes dessa mudança, não era da nova gripe, mas de outros vírus respiratórios, ou não era de nenhum vírus. Com o aumento do número de casos no país, a prioridade do sistema público de saúde é detectar e tratar com a máxima agilidade os casos graves e evitar mortes.

14 - Haverá cadastramento de novos laboratórios para realização de exames de diagnóstico?

Atualmente, três laboratórios de referência fazem o exame de diagnóstico da influenza A (H1N1) no Brasil: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ), Instituto Evandro Chagas (IEC/PA) e Instituto Adolf Lutz (SP). Há a possibilidade, agora, de credenciamento de Laboratórios Centrais (Lacens) para centralizar a realização desses exames nos estados, além dos três laboratórios de referência. Isso já está em curso para os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, mas ainda não há data definida para essa habilitação.

15 - Qual é a previsão de produção da vacina contra a influenza A (H1N1) no Brasil?

O Instituto Butantan, ligado à Secretaria de Saúde do Governo do Estado de São Paulo, é responsável no Brasil por desenvolver as vacinas contra a gripe comum (sazonal) e estará à frente também do desenvolvimento da gripe contra a influenza A (H1N1). A vacina a ser produzida no Brasil estará disponível no próximo ano. Além de desenvolver a vacina, o Ministério da Saúde avaliará, junto ao Butantan, a necessidade de comprar vacinas prontas de outros fabricantes.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Frio no RS facilita propagação da gripe suína, dizem infectologistas

23/07/2009 - 22h33


A queda nas temperaturas no Rio Grande do Sul --onde o Instituto de Meteorologia prevê mínima de -5ºC nesta sexta-feira (24) e no sábado (25)-- deverá facilitar a propagação da gripe suína --a chamada gripe A (H1N1). É o que dizem infectologistas.

"O resfriamento do corpo diminui as defesas pulmonares e facilita a infecção [pelo vírus influenza, que transmite as gripes]", diz o chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Conceição, de Porto Alegre, Breno Riegel Santos.

As próximas seis semanas são tradicionalmente as com o maior número de pessoas com infecções respiratórias no Estado, segundo o professor de Epidemiologia da UFRGS, Luciano Goldani. "O vírus influenza tem uma maior durabilidade e propagação na temperatura baixa."

Ao contrário de México e dos Estados Unidos, onde o vírus A (H1N1) foi detectado no início da primavera, o Rio Grande do Sul deve enfrentar a circulação do novo vírus em pleno inverno, com as mais baixas temperaturas do ano.

Em São Paulo, a temperatura também deve despencar. No sábado, a mínima deve chegar a 7ºC na capital.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul prevê neve no planalto e na serra do noroeste do Estado. Não está descartada também neve em regiões que não contam tradicionalmente com o fenômeno. Geadas podem ocorrer em todas as regiões gaúchas, com exceção do litoral.

Triagem das amostras

A Secretaria de Estado da Saúde pretende agilizar na próxima semana a investigação dos casos suspeitos da nova gripe. As amostras para exame, que precisam ser encaminhadas ao Ministério da Saúde, devem passar por triagem no Laboratório Central do Estado. O órgão verificará se elas contém algum tipo de influenza para, então, enviar o material.

terça-feira, 21 de julho de 2009

GRIPE SUÍNA: PERGUNTAS E RESPOSTAS: (Enviado por Margareth Brandão)

IMPORTANTE LER

Todos nós achamos que conhecemos tudo sobre o problema, mas vale à pena rever algumas características e orientações.


GRIPE SUÍNA


PERGUNTAS E RESPOSTAS:


1.-
Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?

Até 10 horas.

2. -
Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?

Torna o vírus inativo e o mata.


3.-
Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?

A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.


4.-
É fácil contagiar-se em aviões?

Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.

5.-
Como posso evitar contagiar-me?

Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.


6.-
Qual é o período de incubação do vírus?

Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.

7.-
Quando se deve começar a tomar o remédio?

Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%

8.-
De que forma o vírus entra no corpo?
Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.

9.-
O vírus é mortal?

Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.

10.-
Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?

Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.

11.-
A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?

Não porque contém químicos e está clorada

12.-
O que faz o vírus quando provoca a morte?

Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.

13.-
Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?

Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.

14.-
Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?

De 0%, porque se fica imune ao vírus suíno.

15.-
Onde se encontra o vírus no ambiente?

Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.

17.-
O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.

18.-
Qual é a população que está atacando este vírus?

De 20 a 50 anos de idade.

19.-
É útil a máscara para cobrir a boca?

Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.

20.-
Posso fazer exercício ao ar livre?

Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.

21.-
Serve para algo tomar Vitamina C?

Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.

22.-
Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?

A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.

23.-
O virus se move?

Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.

24.-
As mascotes contagiam o vírus?

Este vírus não provavelmente contagie outro tipo de vírus.

25.-
Se for ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
Não.

26.-
Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?

As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.

27.-
O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?

Não sabemos que estrago possa fazer no processo, já que é um vírus novo.

28.-
Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?

Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.

29.-
Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?

Não serve para nada.

30.-
As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?

SIM.

31.-
Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
NAO.

32.-
O que mata o vírus?

O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.

33.-
O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?

O isolamento.

34.-
O álcool em gel é efetivo?

SIM, muito efetivo.

35.-
Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?

Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.

36.-
Este vírus está sob controle?

Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.

37.-
O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?

A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.

38.-
Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?

SIM.

39.-
As crianças com tosse e gripe têm influenza?

É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.

40.-
Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?

Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.

41.-
Posso me contagiar ao ar livre?

Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.


42.-
Pode-se comer carne de porco?

SIM pode e não há nenhum risco de contágio.

43.-
Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?

Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.



FAVOR REENVIAR AOS SEUS CONTATOS

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Temporão confirma circulação do vírus da gripe suína no Brasil; número de mortes sobe para 11

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília*
Atualizada às 19h19

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta quinta-feira (16) que o vírus da gripe suína está em circulação no Brasil, após o Ministério ter confirmado o primeiro caso de transmissão do vírus dentro do território nacional sem vínculo com o exterior.


"No acompanhamento que realizamos diariamente, até então, todos os pacientes confirmados no Brasil mantinham a característica de ter visitado países em que há circulação do vírus ou contato com pessoas que voltaram de viagens internacionais. No dia de hoje, confirmamos o primeiro caso de transmissão da influenza A (H1N1) no Brasil sem esse tipo de vínculo. Trata-se de paciente do Estado de São Paulo que morreu no último dia 30 de junho. Esse caso nos dá a primeira evidência de que o novo vírus está em circulação em território nacional".

O ministro confirmou ainda que chegou a 11 o número de mortos por gripe A no país: 7 no Rio Grande do Sul, 3 em São Paulo e 1 no Rio de Janeiro. De sete exames que tiveram resultado nesta quinta, o ministro disse que "pelo menos quatro pessoas tinham doenças clínicas preexistentes", o que pioram o quadro.


Só nesta quinta-feira (16), foram anunciadas sete mortes. "O Ministério da Saúde foi notificado hoje do resultado dos exames de cinco mortes que estavam em investigação no Rio Grande do Sul. Além disso, foi notificado da primeira morte no Rio de Janeiro de paciente com influenza A (H1N1) e de uma morte em São Paulo", disse Temporão.

Apesar da circulação do vírus no país, o ministro diz que a situação está sob controle. "Todas as estratégias que tínhamos que tomar para este momento já foram tomadas há quase três semanas. O Brasil se antecipou. Este é um fenômeno esperado na transmissão, particularmente com as características dos vírus influenza, que já vem ocorrendo em outros países".

Temporão reforçou que todos os casos graves serão tratados com a medicação adequada. "A confirmação serve para monitorar a doença, mas não para determinar o tratamento."

Repetiu ainda que os hospitais de referência "têm que estar disponíveis para os casos mais graves" e, por isso, as pessoas com quadro de gripe devem procurar os postos de saúde. A recomendação já tinha sido dada anteriormente, para se evitar uma superlotação nos centros de referência.

O médico Francisco Aoki, infectologista do Hospital das Clínicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), afirmou que as pessoas não devem mudar seu comportamento significativamente. "A vida tem que continuar, seguindo-se as recomendações de manter a higiene, evitar aglomerações quando possível e manter uma boa alimentação e hidratação para que haja resistência no caso de uma eventual infecção", disse.

O ministro negou a existência de exame clínico que dê o resultado sobre a gripe A em horas. "São exames extremamente complexos, caros, realizados por pouquíssimas instituições na América Latina. No Brasil, apenas 3 laboratórios fazem estes exames."

Vítimas
Hoje foram confirmadas cinco mortes no Rio Grande do Sul. Duas mortes foram confirmadas no início da tarde em Passo Fundo (RS), pelo secretário de Saúde do município, Alberi Grando. As duas mortes ocorreram na semana passada, mas apenas hoje o hospital recebeu a confirmação dos exames do laboratório Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro. As vítimas são dois homens que viajaram à Argentina.

A Secretaria Municipal da Saúde de Uruguaiana (RS) confirmou a terceira morte por gripe suína no Estado. A vítima é o caminhoneiro Dirlei Pereira, 35, que esteve na Argentina e ingressou na cidade de Porto Xavier (RS) no dia 29 de junho. Como já apresentava sintomas de gripe, foi retido pelo órgão de vigilância sanitária.

Outras duas mortes foram confirmadas hoje no município de Santa Maria. Um deles era um operador de manutenção do Hospital de Santa Maria. O homem, de 36 anos, também exibia outras condições de saúde que agravaram o quadro: ele era diabético, hipertenso e tinha cardiopatia. A morte aconteceu no sábado mas só teve a causa confirmada hoje. Até o momento, são sete óbitos pela doença no Rio Grande do Sul.

Também foi confirmada a primeira morte no Rio de Janeiro. A vítima é uma mulher de 37 anos, que morreu no dia 14 de julho, mas cujo resultado apontando a doença foi divulgado hoje. A mulher foi internada em um hospital privado por sete dias e apresentou sintomas no dia 2 (febre, mialgia, tosse, dor de garganta e cefaleia).

Ela procurou o hospital no dia 7. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil investigam os contatos da paciente.

A outra morte ocorreu em Osasco, na Grande São Paulo, que já havia registrado a morte de uma menina de 11 anos. A Secretaria de Saúde do município confirmou a morte de um rapaz de 21 anos, que morreu no dia 11 de julho após ficar internado 10 dias com quadro de pneumonia. Ele não tinha histórico de doenças graves e chegou a dar entrada no hospital duas vezes antes da internação. Na primeira ocasião foi diagnosticado com gripe comum e na segunda vez, com o quadro agravado, começou a ser medicado com antibióticos. Segundo o município o segundo caso não tem relação com o primeiro.

Até o momento, são 1.175 casos da doença confirmados em todo o país. Já haviam sido confirmadas duas mortes em São Paulo e duas no Rio Grande do Sul. O Ministério da Saúde acompanha 3.926 casos suspeitos no país. As amostras com secreções respiratórias dos pacientes estão em análise laboratorial. Outros 1.837 casos foram descartados.

Segundo a última atualização da Organização Mundial de Saúde (OMS), há 119.344 casos da nova gripe em 122 países. O número de óbitos é de 591, com uma taxa de letalidade de 0,50%.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Tire dúvidas sobre a gripe suína, ou influenza A (H1N1)

Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo
Atualizada às 18h de 14/07/2009

Esclareça dúvidas sobre a atual gripe suína, chamada oficialmente de influenza A (H1N1):

O que é a gripe suína?
É uma doença respiratória altamente contagiosa que acomete os porcos, causada pelo vírus influenza A, do subtipo H1N1. O microorganismo responsável pelos casos atuais, no entanto, é uma mutação. Trata-se de um vírus híbrido, que contém material genético de vírus humanos, de aves e de suínos.

Quais os sintomas em humanos?
Os sintomas geralmente são similares ao da gripe comum. Eles surgem subitamente e incluem febre alta (igual ou acima de 38º), tosse, letargia, falta de apetite, irritação nos olhos, coriza (nem sempre pronunciada), dor de garganta (nem sempre pronunciada), dor de cabeça intensa, dor nos músculos e nas articulações. Podem ocorrer, também, náusea, vômitos e diarreia.

Como são definidos os casos suspeitos?
O Ministério da Saúde considera um caso suspeito da doença quando o paciente apresenta febre alta e tosse (podendo ter outros sintomas, como dor de cabeça, dores no corpo e dificuldade respiratória) até 10 dias após sair de países que reportaram casos, ou após ter contato próximo (nos últimos 10 dias) com pessoa classificada como suspeito de infecção.

Em quanto tempo, a partir da transmissão, os sintomas aparecem?
Os sintomas podem iniciar no período de 3 a 7 dias após contato com esse novo subtipo do vírus e a transmissão ocorre, principalmente, em locais fechados.

Quanto tempo antes e depois de apresentar os sintomas o paciente infectado pode transmitir a doença?
Os médicos acreditam que a transmissão pode ocorrer até 24 horas antes de os sintomas aparecerem e até dez dias depois.

Qual a diferença em relação aos sintomas da dengue?
Na dengue não há sintomas respiratórios, como coriza e tosse, e as dores no corpo podem ser mais pronunciadas.

Qual a diferença entre a gripe suína e a gripe comum?
A gripe suína é caracterizada pelos sintomas da gripe comum, mas pode causar vômitos e diarreia mais intensos.

A gripe suína pode matar?
A gripe comum mata entre 250 mil e 500 mil pessoas a cada ano, principalmente entre a população mais idosa, que possui a imunidade comprometida. As mortes em geral ocorrem por uma complicação da gripe, a pneumonia. A doença também pode predispor a infecções por bactérias.

Análises preliminares do vírus causador da gripe suína, o H1N1, sugerem que se trata de uma linhagem menos agressiva, portanto a letalidade seria baixa. Especialistas acreditam que seria necessária uma nova mutação para que o H1N1 causasse a alta taxa de mortalidade que alguns previam.

Como ocorre a transmissão?
A hipótese é de que a doença tenha sido contraída inicialmente por pessoas que tiveram contatos com criações de porcos. O problema é que essa variante do vírus permite o contágio entre humanos. A transmissão ocorre da mesma forma que na gripe comum: por via aérea, por meio de espirros e tosse. Ela pode ser direta (a pessoa inala as partículas que estão no ar) ou indireta (a pessoa toca em objetos que foram contaminados por tosse ou espirro e leva a mão à boca ou aos olhos, trazendo o vírus para dentro do corpo).

É possível contrair a doença comendo carne de porco?
Não. A gripe suína não é transmitida por alimentos. O cozimento da carne a 71º C destrói o vírus (para se ter uma ideia, o fogão comum atinge facilmente temperaturas superiores a essa).

Como é feito o diagnóstico?
Uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e enviada ao laboratório.

Como é o tratamento?
O CDC (Centro de Controle de Doenças), nos EUA, recomenda que a doença seja tratada com os medicamentos já usados na gripe aviária: o oseltamivir (Tamiflu) e o zanamivir (Relenza). Eles só podem ser prescritos pelo médico. A automedicação, alertam especialistas, pode fazer com que os remédios tenham efeito diminuído a longo prazo.

Como evitar a doença?
Caso você tenha que viajar para regiões em que há número elevado de casos registrados, como EUA, México, Canadá, Chile e Argentina, é recomendável usar máscaras cirúrgicas descartáveis em locais de grande circulação de pessoas, evitar aglomerações, evitar o contato direto com pessoas doentes, lavar as mãos frequentemente com sabão e água, especialmente após tossir ou espirrar, e evitar levar as mãos à boca e aos olhos.

O que fazer se estiver com suspeita da doença?
É preciso procurar um médico e informá-lo da suspeita, como por exemplo uma recente viagem a um país onde há casos registrados. A OMS recomenda que as pessoas com sintomas não saiam de casa e evitem aglomerações. É necessário repouso e ingestão de líquidos. É recomendado também que a pessoa cubra sua mão e o nariz quando for espirrar e lave as mãos com frequência.

Há uma vacina que possa proteger a população humana contra essa doença?
Ainda não existe vacina contra esse novo subtipo de vírus da influenza, mas os pesquisadores acreditam que ela estará pronta em poucos meses.

A vacina contra gripe comum protege contra a influenza A (H1N1)?
Não há, até o momento, nenhuma evidência de que a vacina contra gripe comum proteja contra gripe do vírus A (H1N1).

Por que a gripe suína parece ter sido mais letal nos EUA, México e Argentina?
Segundo especialistas, é possível que as pessoas tenham procurado tratamento em um estágio mais avançado, ou que já tivessem condições de saúde que facilitariam o agravamento da doença.

Fonte: CDC (Centro de Controle de Doenças nos EUA), OMS (Organização Mundial da Saúde), Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Ministério da Saúde, Gustavo Johanson (infectologista da Universidade Federal de São Paulo), Folha Online, Reuters e BBC Brasil

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Festas da gripe suína pelo mundo propagam o vírus para fabricar anticorpos

Le Monde
Paul Benkimoun

Será que não é melhor pegar desde já a gripe A (H1N1), enquanto ela ainda não é muito virulenta, do que esperar pela segunda onda do próximo outono, que pode ser mais grave?

Algumas pessoas que estão organizando "swine flu parties" [festas da gripe suína] nos EUA ou "grippe parties" no Reino Unido, já decidiram: essas reuniões têm por objetivo fazer com que as pessoas contraiam deliberadamente o vírus A (H1N1) para fabricar anticorpos e assim serem imunizadas antecipadamente. Uma vacinação natural, de certa forma, mas que os especialistas consideram como uma ideia não tão boa quanto pode parecer.

"Assim que ficamos sabendo, pelos dados epidemiológicos e pelas observações nos serviços hospitalares, que estávamos diante de uma forma de gripe benigna, esta questão veio à tona", explica o professor François Bricaire, que dirige no La Pitié-Salpêtrière (Paris) um dos serviços de referência para as epidemias infecciosas.

"Sabendo que poderíamos ter de enfrentar uma segunda onda mais grave no outono, não é totalmente ilógico pensar: 'Vamos deixar rolar, pois se muitas pessoas possuírem os anticorpos, isso simplificará a futura vacinação'".
Uma transmissão rápida

O vírus da gripe A (H1N1) não é muito virulento, mas se propaga rapidamente. Ele pode ser disseminado pelo ar por meio de uma tosse, um espirro, perdigotos. Ele também é transmissível por um contato mais próximo (aperto de mãos, beijo) com uma pessoa doente, ou encostando em objetos (maçaneta de porta, etc.) contaminados. Os sintomas se parecem com aqueles da gripe comum: febre, tosse, fadiga, dores no corpo.


O diretor da Escola de Estudos Superiores em Saúde Pública e epidemiologista, o professor Antoine Flahault também reconhece que "aqueles que pegarem logo a gripe A (H1N1) terão mais vantagens: de certa forma, eles terão sido vacinados antes dos outros. Ainda por cima, se eles tiverem uma gripe com complicações - o que não é o caso mais frequente na França - , talvez seja melhor que isso aconteça enquanto os hospitais não estiverem lotados".

O princípio da imunização natural por contato com uma pessoa portadora de um vírus surgiu nos países anglo-saxões em torno da varicela ou catapora ("chickenpox"). As "chickenpox parties" se expandiram até os anos 1990, enquanto não havia vacina para a doença: eram organizados lanches da tarde, reunindo as crianças em torno do paciente portador das pústulas que sinalizavam a infecção pelo vírus da família da herpes.

A ideia persistiu especialmente entre as famílias que eram contra as vacinas, ou entre aqueles que acreditavam que a imunidade natural era mais forte do que aquela provida por um produto concebido em laboratório. Ela continua a ser propagada por sites na internet, inclusive para a gripe. Seus defensores promovem um livro em especial, "The Great Influenza", de John M. Barry, publicado em 2004, que relata que as pessoas que contraíram a gripe espanhola em 1918, durante uma primeira onda relativamente moderada na primavera, haviam sido protegidas por dois episódios muito mais graves que ocorreram no decorrer do inverno.

O diretor dos Centros de Controle e de Prevenção das Doenças (CDC, sigla em inglês), Richard Besser afirma, a respeito das "swine flu parties", que "seria um erro grosseiro fazer com que indivíduos e crianças corram riscos. Trata-se de uma doença nova, emergente, e ainda estamos aprendendo sobre ela todos os dias".

Indo na mesma direção, o professor Flahaul acredita que "ainda não sabemos muito a respeito da virulência do vírus A (H1N1). Na França, por exemplo, os dados dos certificados de mortalidade só dão conta parcialmente do número de mortos provocados pela gripe, seja ela a gripe comum ou a causada pelo novo vírus". Na maioria das vezes, somente as complicações infecciosas da gripe (pneumonia, bronquite...) aparecem no documento.

Apanhar deliberadamente a gripe não é inofensivo. Ainda que os especialistas concordem em dizer que os números oficiais de casos confirmados e de mortes estão longe da realidade, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 4,5 casos em 1000 foram letais. "Se pegar a gripe a qualquer custo fosse remédio, aceitariam que este induzisse à morte nesse ritmo?", pergunta o Dr. Jean-Marie Cohen, coordenador nacional da rede de Grupos Regionais de Observação da Gripe (GROG).

E para além do possível benefício individual que uma pessoa poderia obter de uma contaminação precoce pelo vírus, é preciso também refletir em termos éticos: uma pessoa infectada pode transmitir o vírus ao seu redor e desencadear, entre os mais frágeis, uma doença potencialmente fatal. "Contrair deliberadamente o vírus A (H1N1)? Sinceramente, não faria isso nem por mim, nem por minha família", diz o Dr. Cohen. "Em compensação, não é um grande drama contraí-lo. Não há por que entrar em pânico, mudar seus hábitos ou seus planos, especialmente as férias". Uma atitude confirmada pelo professor Bricaire: "Minha filha me perguntou se deveria cancelar uma viagem prevista para a Argentina. Após consultar meus colegas pesquisadores, eu lhe disse para não cancelar".
UOL Celular

sábado, 11 de julho de 2009

Quadro da menina que morreu de gripe suína em SP foi atípico, diz secretário

da Folha de S.Paulo
da Agência Folha
da Agência Folha, em Belo Horizonte

O Estado de São Paulo confirmou ontem a primeira morte em consequência da gripe suína --a segunda no Brasil. A vítima é uma menina de 11 anos de Osasco (Grande São Paulo), que morreu no dia 30 de junho. Outros dois pacientes com o vírus H1N1 estão internados em UTI no Estado.

O quadro apresentado pela menina de 11 anos que morreu após contrair gripe suína foi atípico para um paciente com a doença, segundo o secretário da Saúde do Estado, Luiz Roberto Barradas Barata.

"Ela tinha contraído um pneumococo e morreu de septicemia. Acreditamos que a gripe deve ter reduzido a imunidade dela", afirmou ele.

No outro caso de morte relacionada à gripe suína, o de um caminhoneiro de 29 anos que havia viajado à Argentina e morreu em Passo Fundo (RS), os médicos apontaram que ele teve outras complicações.

De acordo com Celso Granato, infectologista da Unifesp, em mortes de pacientes com gripe, é comum acontecer associação com outras doenças.

"O próprio vírus da gripe pode causar lesões ou então criar condições para que bactérias se desenvolvam, levando, por exemplo, a uma pneumonia."

Segundo o médico, ter outras doenças pode facilitar complicações num quadro de gripe. No caso da menina, a secretaria suspeita que uma hantavirose que ela teve aos dois anos pode ter contribuído para prejudicar o sistema imunológico.

Apesar das diferenças em relação aos casos mais típicos da gripe, o secretário diz que isso não é motivo para alterar os protocolos de atendimento e identificação da doença, que são feitos com base em experiências internacionais e por orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que a gripe suína tem o mesmo grau de letalidade da gripe tradicional, de 0,45%. Segundo o ministério, no Brasil esse percentual é ainda menor (0,19%).

Casos graves

O Brasil tem ao menos três casos de pessoas com gripe suína internadas em estado grave: duas do Rio Grande do Sul e uma de Minas Gerais.

Questionado ontem pela Folha sobre a existência de casos graves no Estado de São Paulo, o secretário Barradas Barata afirmou apenas que há dois pacientes com a doença internados em UTIs.

Um dos pacientes graves do Rio Grande do Sul é uma estudante de 14 anos de São Gabriel, internada há três semanas. O infectologista Alexandre Schwarzbold disse que ela já se recuperou da pneumonia adquirida em decorrência da gripe, mas ainda sofre com lesões pulmonares e musculares.

Também no Rio Grande do Sul, um caminhoneiro de Itaqui está internado em estado grave. O Estado ainda investiga se a morte de um caminhoneiro em São Borja tem relação com a doença.

Em Minas Gerais, um homem de 27 anos internado desde o último dia 29 em Belo Horizonte apresenta "quadro respiratório gravíssimo", segundo o Hospital das Clínicas.

Colaborou a Sucursal de Brasília

terça-feira, 30 de junho de 2009

OMS diz que caso de gripe suína resistente à antiviral é "isolado"

colaboração para a Folha Online

O primeiro caso de gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- resistente ao antiviral Tamiflu representa um caso isolado sem implicações na saúde pública, informou nesta terça-feira a OMS (Organização Mundial da Saúde).

No último dia 12, a organização anunciou que a gripe suína atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada). O termo tem relação apenas com a ampla distribuição geográfica do vírus.

O porta-voz da organização, Dick Thompson, disse que a descoberta de um paciente na Dinamarca cuja infecção não respondeu ao medicamento não aumenta a periculosidade do vírus.

"Esse é um caso isolado. Até agora, não há implicações na saúde pública. Mas devemos continuar alertas porque o vírus pode mudar a qualquer momento e não podemos ser complacentes", afirmou.

Ao anunciar o caso de resistência ao Tamiflu, o governo da Dinamarca afirmou que o paciente estava sendo tratado com outro antiviral, o Relenza.

"A pessoa já está bem e nenhum contágio posterior foi registrado", informou o Instituto Nacional de Sorologia da Dinamarca, em comunicado.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Com Reuters

Leia mai

sábado, 23 de maio de 2009

sexta-feira, 22 de maio de 2009

MS sai na frente: Projetode Lei do deputado Márcio Fernandes (PSDB) proíbe profissionais de saúde de sair com jaleco

Quinta, 21 de Maio de 2009 - 08:40 hs
Tramita na Assembléia Legislativa projeto de Lei do deputado Márcio Fernandes (PSDB) que proíbe profissionais de saúde de saírem de seus ambientes de trabalho usando aventais ou jalecos.

A intenção, conforme parágrafo do projeto, é evitar contaminação das peças por bactérias e germes.

Caso seja aprovada e sancionada, a Lei atingirá médicos, enfermeiros, instrumentistas, auxiliares de enfermagem, radiologistas e laboratoristas.

Fonte: Com informações CG News


Comentário de do autor do Blog:

Como médico sanitarista, ex-professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense e ex-Diretor do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária do Estado de Rio de Janeiro, envio meu aplauso ao jovem deputado sul mato-grossense do sul, recentemente agraciado com o título cidadão anastaciano.

Esta iniciativa deve ser imitada por outros estados e mesmo por parlamentares federais, já que a Anvisa, ou outro órgão do Ministério da Saúde, ainda não tomou providências nesse sentido.

Não tenho dúvidas de que culturas de material coletado através de esfregaços dos uniformes e sapatos de profissionais que os usam fora dos ambientes hospitalares, revelariam a presença de microorganismos patogênicos, inclusive os envolvidos com as temidas infecções hospitalares, por isto, sugerimos a realização de pesquisas nesse sentido, ainda que para constatar o óbvio e, mesmo, para refutar possíveis críticos desta oportuna medida.

Ao reverso, tais vestimentas são capazes de veicular material potencialmente infeccioso, coletado no exterior e passível de ser disseminado nas unidades de saúde, comprometendo a segurança dos seus usuários.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

OMS contabiliza mais de 10 mil casos de gripe suína pelo mundo; Brasil quer acesso ao vírus

Do UOL Notícias*
Em São Paulo


Um total de 10.243 pessoas foram contaminadas pela gripe suína em 40 países e 80 morreram em consequencia da doença, informou nesta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Brasil pressiona a OMS para ter acesso ao vírus da doença.

"A maioria dos novos casos (413 desde terça-feira) foram registrados nos Estados Unidos e Japão", disse a porta-voz da OMS, Fadéla Chaib.

O Japão, que pode se converter no segundo foco autônomo da doença depois da América do Norte, já conta com 210 casos formalmente diagnosticados. Um total de 51 novos doentes foram contabilizados nas últimas 24 horas, segundo a OMS.

As autoridades japonesas já contam 232 casos no arquipélago.

O vírus A (H1N1) também contaminou 346 novos pacientes nos Estados Unidos, onde 5.469 casos já foram diagnosticados. Seis pessoas morreram no país por causa da gripe suína.

Nível de alerta
Os especialistas da OMS estão atentos à situação no Japão, onde a aparição de um foco de contaminação autônomo poderia justificar a declaração de pandemia mundial e o aumento do nível de alerta ao máximo (6).

Entretanto, diversos países, entre eles o Japão, pediram à diretora da OMS, Margaret Chan, que reflita com cuidado antes de declarar o estado de pandemia.

Chan assegurou levar em contar estas opiniões e manteve o nível de alerta 5, enfatizando que a pandemia é "iminente".

A escala de alerta pandêmico foi elaborada "pensando no vírus da gripe aviária, o H5N1, muito mais virulento", com porcentagem de mortalidade de quase 60%, explicou um responsável da OMS.

O novo vírus A (H1N1), que ainda não possui vacina, poderia sofrer mutação e se tornar muito mais perigoso, sobretudo se entrar em contato com o H5N1 aviário.

Chan lançou uma advertência na segunda-feira aos 193 Estados membros da OMS, que iniciaram em Genebra, na Suíça, sua assembleia geral anual de uma semana de duração.

"Pode ser que o vírus tenha nos dado uma folga, mas não sabemos por quanto tempo. Ninguém sabe se tratamos da calma antes da tormenta", previniu.

Brasil
O Brasil pressiona a OMS para que seja recolocada na agenda a negociação para um acordo de acesso a vacinas, vírus e materiais genéticos.

No entanto, o Brasil enfrenta a recusa de países ricos.

"Há uma tentativa de dar por encerrado o processo. Mas esse tema tem de voltar à mesa", disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Um dos argumentos utilizados pelos países ricos é de que faltaria dinheiro para custear as reuniões. "O Brasil ofereceu dar dinheiro para que esses encontros ocorressem", disse Temporão.

Entre os latino-americanos, o México é o único que se diz contra um acordo. O país, segundo o Brasil, adotou postura próxima à dos Estados Unidos depois que recebeu ampla ajuda para lidar com a gripe suína. Ban Ki Moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), também defendeu a proposta.

Richard Besser, diretor do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, se recusou a falar no assunto. "Só tenho a dizer que estamos oferecendo todas nossas informações aos países que necessitam delas."

* Com informações da AFP e da Agência Estado
UOL

sábado, 2 de maio de 2009

Sobe para 14 número de casos suspeitos de gripe suína no Brasil

da Agência Brasil

Atualizado às 15h48.

O número de casos suspeitos de gripe suína no Brasil dobrou de sexta-feira (1°) para sábado, passando de sete para 14, segundo balanço divulgado na tarde de hoje pelo Ministério da Saúde.

Seis casos são no Estado de São Paulo, quatro no Rio de Janeiro, três em Minas Gerais, e um no Espírito Santo. Segundo o ministério, 37 casos estão sendo monitorados em 15 Estados; 38 casos foram descartados por critérios clínicos e epidemiológicos ou laboratoriais.

Os sintomas que podem indicar casos suspeitos da doença são febre alta de maneira repentina e tosse, podendo estar acompanhadas de dores de cabeça, dores musculares e nas articulações e dificuldade respiratória.

Além disso, os sintomas devem ter aparecido até dez dias depois de o paciente ter estado em países que reportam casos da doença ou em contato com pessoas classificadas como casos suspeitos.

Até agora, a OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou 658 casos da doença em 16 países. No México, país com mais registros da gripe suína, já são 397 casos confirmados, com 16 mortes. Nos Estados Unidos, há 160 casos comprovados e uma morte de um bebê mexicano.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Origem e futuro da doença ainda são dúvidas



H1N1

* AP

Imagem de microscópio cedida pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos mostra o H1N1, estirpe do vírus da gripe suína





MARCELO NINIO
da Folha de S.Paulo, em Genebra

Uma semana após o primeiro alerta sobre a gripe suína, a OMS admite que tem mais perguntas do que respostas sobre a doença. Sua origem é incerta, assim como as consequências.

"Novas doenças são, por definição, pouco compreendidas. Vírus de influenza (gripe) são notórios pela rápida mutação e comportamento imprevisível", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

O que se sabe por enquanto é que a febre suína é causada por um vírus de gripe A/ H1N1 que costumava circular entre porcos. Mas o vírus conhecido como influenza suína sofreu uma mutação e passou a ser transmitido entre humanos. Segundo a OMS, não há registro da doença entre os suínos.

A organização também reiterou que não há risco de contaminação no consumo de carne de porco, desde que "apropriadamente cozida". Apesar disso, vários países suspenderam a importação de suínos e ontem o Egito decidiu sacrificar cerca de 300 mil porcos.

Também se sabe que o novo vírus é sensível a medicamentos antigripe existentes, como o Tamiflu e o Relenza. Ambos funcionam contra o vírus se usados nos primeiros estágios da doença, mas os médicos não recomendam seu uso preventivo.

Alguns mistérios permanecem. O principal é por que os casos mais graves estão concentrados no México, onde ocorreram 7 das 8 mortes confirmadas, segundo a contagem da OMS. A primeira fora do país foi anunciada ontem nos EUA, mas o bebê estivera no México.

sábado, 25 de abril de 2009

Vacinação deve imunizar mais de 15 milhões de idosos

São Paulo - Mais de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade deverão ser vacinadas contra a gripe a partir de hoje, quando começa a 11ª Campanha Nacional de Vacinação do Idoso. A meta do Ministério da Saúde é imunizar 80% da população com 60 anos ou mais. A ação, que vai até o dia 8 de maio, tem como objetivo reduzir os óbitos e as internações causadas pela gripe e suas consequências.

A vacina, que será aplicada gratuitamente, estará disponível em aproximadamente 65 mil postos de todo o País. Ao todo, 241 mil pessoas participarão da mobilização, que contará com 27 mil veículos (terrestres, marítimos e fluviais). Segundo dados do Ministério da Saúde, foram investidos R$ 162 milhões para compra de 21 milhões de doses da vacina e montagem da infraestrutura da campanha.

O ministério adverte, que mesmo quem tomou a vacina no ano passado deve procurar o posto de saúde. A vacina é um dos meios de prevenir a gripe e suas complicações, além de apresentar um impacto na diminuição das internações hospitalares e da mortalidade evitável. Entre a população de 60 anos ou mais, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade global.

* do UOL

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Vacinação contra gripe começa amanhã com expectativa de imunizar 80% da população idosa

Da Agência Brasil


Brasília - Amanhã (25) é o primeiro dia da 11ª Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, que vai até o dia 8 de maio. A expectativa é que cerca de 80% da população de 60 anos ou mais sejam imunizados. O objetivo do Ministério da Saúde é evitar internações e problemas de saúde causados pela gripe. A população indígena também será alvo da campanha.

Cerca de 65 mil postos de vacinação de todo o país colocarão a vacina, que é gratuita, à disposição. Amanhã, os postos estarão abertos, excepcionalmente, de 8h às 17h. Segundo o ministério, foram investidos R$ 162 milhões para a compra de 21 milhões de doses da vacina e montagem da infra-estrutura da campanha.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

ONGs contra Aids temem a eleição de Zuma, na África do Sul

FÁBIO ZANINI
da Folha de S.Paulo, enviado especial a Johanesburgo

Hoje na Folha Há exatos três anos, quando suas chances de ser o próximo presidente da África do Sul pareciam perdidas, Jacob Zuma sentou-se no banco dos réus para depor num caso de estupro. Acabou absolvido, mas selou ali a ira eterna dos ativistas de combate à Aids a ele e a seu partido, o Congresso Nacional Africano (CNA). Leia a reportagem completa na edição de hoje da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e UOL).

Aos juízes, Zuma, hoje prestes a ser eleito presidente, disse que sabia que a mulher tinha Aids, mas levou a relação sexual adiante, sem camisinha, porque "o risco de pegar Aids para o homem é mínimo". Arrematou dizendo que tomou uma ducha em seguida, porque isso reduziria ainda mais o risco.

A África do Sul é o país com o maior número de infectados pela Aids no mundo (quase 6 milhões, ou 18% da população adulta), e a perspectiva do criador da "terapia do chuveiro" ser eleito amanhã leva horror a ONGs especializadas. Pelas ruas centrais de Johanesburgo, há vários cartazes com pequenos chuveiros desenhados por opositores de Zuma junto a seu pôster de campanha.

"Batalhamos contra desinformação e preconceito. Em áreas rurais, homens veem Aids como bruxaria", diz Andrew Mosane, da principal ONG de Aids do país, a Treatment Action Campaign (TAC).

Na virada do século, a TAC promoveu uma batalha judicial de cinco anos até obter da Corte Constitucional do país, em 2002, a ordem para que o governo distribuísse de graça medicamentos antirretrovirais para os doentes, que ajudam a prolongar a vida.

domingo, 12 de abril de 2009

Resistência a antibióticos é desafio para saúde pública

São Paulo - Medicamentos que transformaram o mundo desde que foram criados, revolucionando o tratamento de infecções e fazendo que doenças fatais virassem problemas de saúde controláveis, os antibióticos enfrentam atualmente uma séria ameaça. O uso indiscriminado, a automedicação, as prescrições incorretas e o declínio nas pesquisas de novos produtos estão levando a uma crescente resistência bacteriana. Sem ações que revertam esse cenário, segundo especialistas, o risco é que o homem volte a viver num mundo pré-antibióticos.

Esse risco, além de transformar pneumonia, tuberculose ou infecções urinárias em doenças sem tratamento, provocaria um retrocesso em transplantes de órgãos, cirurgias de grande porte e até mesmo sessões de quimioterapia. Isso porque na base de todos esses avanços da medicina está o uso dos antibióticos para controlar processos infecciosos. "Estamos enfrentando não apenas uma epidemia, mas uma pandemia de resistência aos antibióticos", afirma Otto Cars, professor da Universidade de Uppsala, Suécia, e membro da ReAct, rede internacional de pesquisadores e centros médicos voltada para o combate ao problema. "Indivíduos precisam estar cientes de que sua escolha de usar um medicamento desse tipo afeta a possibilidade de tratamento de infecções em outras pessoas", completa.

A explicação está no fato de que, mesmo com o uso adequado, a cada vez que um antibiótico é ingerido, sua eficácia diminui - e com o uso prolongado ou recorrente, indivíduos se tornam portadores de bactérias mais resistentes. Para tentar lidar com essa situação, médicos já estão ressuscitando para uso hospitalar substâncias que tinham sido aposentadas, uma vez que os antibióticos novos não estão mais surtindo efeito em alguns casos. Cars cita estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que mostra que em países de baixa e média renda a resistência aos antibióticos de primeira linha fez com que 70% das infecções neonatais não pudessem ser tratadas segundo o protocolo definido pela OMS.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Vacina contra a gripe funciona em 90% dos casos

Quem tomou vacina contra a gripe no ano passado, não está protegido da doença neste ano. A vacina deve ser tomada todos os anos porque, segundo médicos, o vírus se modifica a cada temporada.

Todo mundo pode tomar vacina, desde que não esteja com uma doença febril ou não esteja gripado. "Em quem está em boas condições de saúde, a eficácia da vacina é de 80% a 90%", diz Artur Timerman, infectologista e consultor do setor de vacinação do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (zona sul de SP).

Abril e maio são os meses ideais para que a população seja imunizada contra a gripe, que acomete as pessoas principalmente no inverno. A vacina deve ser tomada com antecedência porque o organismo pode demorar até duas semanas para ficar protegido.

A gripe é transmitida pelo vírus Influenza. A maioria dos casos de contaminação ocorre através de gotas de saliva de uma pessoa contaminada. Quando as gotas são lançadas no ar, elas podem alcançar uma distância de até um metro, podendo ser inalada por outras pessoas.

Segundo especialistas, o adulto gripado pode transmitir o vírus um dia antes do aparecimento dos sintomas da gripe e até uma semana depois da instalação da doença. Se o vírus atingir pessoas com a imunidade baixa, a gripe pode matar. Por isso é importante que idosos acima dos 65 anos, portadores de doenças cardíacas, diabéticos, fumantes e portadores de doenças crônicas, tomem a vacina. "Estas pessoas podem ter quadros severos de gripe", comenta o infectologista. "A gripe, nesses casos, pode atacar os brônquios e os pulmões e favorecer o desenvolvimento de pneumonia grave."

A vacina é indicada também para gestantes a partir do segundo trimestre de gravidez. Crianças com até dois anos de idade e idosos têm imunidade baixa e devem se proteger.

De acordo com Artur Timerman, se a febre da gripe persistir por mais de três dias e a pessoa infectada apresentar secreção amarelada, ela deve procurar um médico.

Na rede estadual de saúde, homens e mulheres deverão se vacinar entre os dias 25 de abril e 8 de maio. A vacina é gratuita e estará disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do Estado.

"A gripe é uma doença séria quando atinge uma pessoa de mais idade e pode se agravar e levar à internação e até a morte", diz Luiz Roberto Barradas Barata, secretário de Estado da Saúde.

Além da vacinação, há outras maneiras que ajudam a prevenir a doença, como evitar o contato com pessoas já infectadas; cobrir a boca e nariz quando for tossir ou espirrar; evitar comparecer a lugares com aglomeração de pessoas, quando estiver infectado, e ingerir bastante líquido para manter a hidratação do corpo.