Rio de Janeiro, 14 ago (EFE).- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu hoje a veiculação de publicidade de remédios antigripais em todos os meios de comunicação, para diminuir seu uso indiscriminado, já que podem mascarar os sintomas da gripe A.
A resolução da Anvisa publicada hoje no "Diário Oficial da União" atinge todo o território nacional e inclui os remédios a base de ácido acetilsalicílico, assim como medicamentos que aliviam os sintomas da gripe, entre eles o paracetamol, a dipirona e o ibuprofeno.
A medida será aplicada a todos os meios de comunicação, incluindo os digitais.
Segundo a resolução da Anvisa, o objetivo da medida é estimular um uso "absolutamente sensato" dos remédios, já que, apesar de ter certa eficácia e serem produtos cuja segurança é garantida, também podem mascarar sintomas importantes para o diagnóstico da gripe A.
O organismo assegurou ter tomado a decisão levando em conta os dados do último relatório epidemiológico do Ministério da Saúde, emitido na segunda-feira, de que 77% dos casos de doenças respiratórias são causados atualmente pela nova gripe e não pelo vírus comum.
A Anvisa explicou também que a medida terá validade enquanto houver uma situação especial de risco para a saúde.
A norma afeta qualquer tipo de propaganda dos remédios e também proíbe a publicidade nos estabelecimentos onde os medicamentos são vendidos.
UOL Celular
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Remédio falso: Piratas da saúde roubam dinheiro público
Por meio de fraude em licitações e com ajuda de servidores corruptos, quadrilhas que comercializam remédios falsificados vendem as mercadorias para estados e municípios, relatam os repórteres Thiago Herdy e Alana Rizzo, do Correio/Estado de Minas.
(Correio Braziliense - págs. 1, 8 e 9)
(Correio Braziliense - págs. 1, 8 e 9)
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Cientistas encontram vírus da Aids originário de gorilas
WASHINGTON (Reuters) - Pesquisadores franceses anunciaram no domingo a descoberta, numa paciente camaronesa, de um vírus semelhante ao da Aids e originário de gorilas.
A mulher passa bem, não tem sintomas da Aids e provavelmente foi contaminada por outra pessoa, e não por um gorila, segundo os pesquisadores.
A descoberta, publicada na revista Nature Medicine, sugere que este recém-descoberto vírus dos gorilas está circulando entre pessoas.
"Identificamos um novo vírus da imunodeficiência humana (HIV) numa camaronesa. Ele é estreitamente relacionado com o vírus da imunodeficiência símia (SIV) dos gorilas, e não demonstra sinais de recombinação com outras linhagens do HIV-1 ou com o SIV de chimpanzés", escreveram Jean-Christophe Plantier, da Universidade de Rouen, e seus colegas.
A paciente de 62 anos foi diagnosticada em 2004, logo depois de se mudar de Camarões para Paris. Um sequenciamento genético de rotina no vírus demonstrou que ele não se parecia com nenhuma outra amostra do vírus da Aids. O mistério só foi esclarecido ao se comparar o vírus da paciente com o SIV dos gorilas, descoberto apenas em 2006.
Acredita-se que o vírus da Aids tenha se originado em chimpanzés e contaminado inicialmente pessoas que caçavam e comiam esses animais, a espécie viva geneticamente mais parecida com os humanos.
Em menos de três décadas, a doença matou 25 milhões de pessoas e contaminou outras 33 milhões. Não há cura, apenas formas de controle paliativo.
A paciente camaronesa, que é viúva, não teve contato direto com gorilas, mas relata ter tido vários parceiros sexuais após a morte do seu marido. Ela se lembra de ter estado doente uma vez.
Quando as pessoas são contaminadas com o HIV, costumam ter febre ou uma doença passageira, mas raramente percebem do que se trata. O diagnóstico habitualmente só é feito depois, quando o vírus começa a destruir o sistema imunológico.
"Nossas descobertas indicam que os gorilas, além dos chimpanzés, são fontes prováveis do HIV-1", escreveu a equipe de Plantier. "A descoberta desta nova linhagem do HIV-1 salienta a contínua necessidade de acompanhar de perto a emergência de novas variantes do HIV, particularmente na África centro-ocidental, origem de todos so grupos do HIV-1 existentes."
UOL Celular
A mulher passa bem, não tem sintomas da Aids e provavelmente foi contaminada por outra pessoa, e não por um gorila, segundo os pesquisadores.
A descoberta, publicada na revista Nature Medicine, sugere que este recém-descoberto vírus dos gorilas está circulando entre pessoas.
"Identificamos um novo vírus da imunodeficiência humana (HIV) numa camaronesa. Ele é estreitamente relacionado com o vírus da imunodeficiência símia (SIV) dos gorilas, e não demonstra sinais de recombinação com outras linhagens do HIV-1 ou com o SIV de chimpanzés", escreveram Jean-Christophe Plantier, da Universidade de Rouen, e seus colegas.
A paciente de 62 anos foi diagnosticada em 2004, logo depois de se mudar de Camarões para Paris. Um sequenciamento genético de rotina no vírus demonstrou que ele não se parecia com nenhuma outra amostra do vírus da Aids. O mistério só foi esclarecido ao se comparar o vírus da paciente com o SIV dos gorilas, descoberto apenas em 2006.
Acredita-se que o vírus da Aids tenha se originado em chimpanzés e contaminado inicialmente pessoas que caçavam e comiam esses animais, a espécie viva geneticamente mais parecida com os humanos.
Em menos de três décadas, a doença matou 25 milhões de pessoas e contaminou outras 33 milhões. Não há cura, apenas formas de controle paliativo.
A paciente camaronesa, que é viúva, não teve contato direto com gorilas, mas relata ter tido vários parceiros sexuais após a morte do seu marido. Ela se lembra de ter estado doente uma vez.
Quando as pessoas são contaminadas com o HIV, costumam ter febre ou uma doença passageira, mas raramente percebem do que se trata. O diagnóstico habitualmente só é feito depois, quando o vírus começa a destruir o sistema imunológico.
"Nossas descobertas indicam que os gorilas, além dos chimpanzés, são fontes prováveis do HIV-1", escreveu a equipe de Plantier. "A descoberta desta nova linhagem do HIV-1 salienta a contínua necessidade de acompanhar de perto a emergência de novas variantes do HIV, particularmente na África centro-ocidental, origem de todos so grupos do HIV-1 existentes."
UOL Celular
sábado, 1 de agosto de 2009
Liberar remédio fortalece vírus da gripe suína, diz governo
Apesar das pressões para que o Tamiflu (antiviral usado contra a gripe suína) seja liberado para todos os pacientes com sintomas que procurem hospitais, o Ministério da Saúde informou ontem que não vai modificar o protocolo atual de prescrição do medicamento.
A pasta criticou ainda medidas como a de Passo Fundo (RS) e do Rio de Janeiro, que tornaram o remédio mais acessível, pois afirma que o vírus A (H1N1) pode se tornar resistente ao medicamento.
Pelo protocolo, o Tamiflu é indicado apenas para pessoas com fatores de risco ou em estado grave e deve ser usado em, no máximo, até 48 horas a partir do início dos sintomas.
Mas em São Paulo e no Rio de Janeiro surgiram contestações a essa estratégia.
Para o Ministério Público Federal paulista e o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, há uma "aparente contradição" na recomendação.
Ambos dizem que, muitas vezes, um paciente com gripe vai ao hospital sem se enquadrar nesses critérios e é dispensado. Quando busca o hospital novamente, já em estado grave, não pode mais receber o remédio, pois as 48 horas já passaram.
"Tenho o relato de um paciente de São José do Rio Preto [438 km do SP] com quem aconteceu isso e ele veio a falecer. O protocolo está sendo ineficiente, porque as mortes estão crescendo", diz o procurador Jefferson Aparecido Dias.
Ele enviou ontem pedido de explicações ao ministério sobre essa política. A pasta terá dez dias para dar a resposta. Após analisá-la, Dias pode entrar com ação contra a medida.
Bombeiros
No Rio, a Defensoria Pública da União decidiu entrar na próxima semana com ação na Justiça federal contra a União, o Estado e a prefeitura da capital questionando a política de combate à gripe suína.
O órgão pede que o Tamiflu e o similar fabricado pela Fiocruz sejam oferecidos em toda a rede de saúde pública e privada e não tenham a prescrição restrita a grupos de risco ou a pacientes em estado grave.
Ontem, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio começou a distribuir o medicamento de maneira descentralizada, inclusive em 45 quartéis do Corpo de Bombeiros. O remédio poderá ser retirado mediante receita médica e formulário específico indicando que se trata de caso grave ou com fatores de risco --ambos podem ser fornecidos por qualquer médico.
Em Passo Fundo (RS), o Hospital São Vicente de Paulo já quebrou o protocolo e passou a prescrever o antiviral assim que o paciente apresenta sintomas.
As medidas são criticadas por infectologistas. "O vírus vai criar resistência e os que realmente precisam do remédio vão sofrer as consequências", afirma Caio Rosenthal, do Instituto Emílio Ribas.
Já há relatos de resistência ao medicamento em quatro países, conforme o ministério.
Ele afirma ainda que os pacientes que só manifestam a forma grave da doença após 48 horas dos primeiros sintomas não necessitam do antiviral, já que, provavelmente, a piora se deve a complicações da gripe, como pneumonias bacterianas, que têm de ser combatidas com outro tipo de medicação.
A pasta criticou ainda medidas como a de Passo Fundo (RS) e do Rio de Janeiro, que tornaram o remédio mais acessível, pois afirma que o vírus A (H1N1) pode se tornar resistente ao medicamento.
Pelo protocolo, o Tamiflu é indicado apenas para pessoas com fatores de risco ou em estado grave e deve ser usado em, no máximo, até 48 horas a partir do início dos sintomas.
Mas em São Paulo e no Rio de Janeiro surgiram contestações a essa estratégia.
Para o Ministério Público Federal paulista e o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, há uma "aparente contradição" na recomendação.
Ambos dizem que, muitas vezes, um paciente com gripe vai ao hospital sem se enquadrar nesses critérios e é dispensado. Quando busca o hospital novamente, já em estado grave, não pode mais receber o remédio, pois as 48 horas já passaram.
"Tenho o relato de um paciente de São José do Rio Preto [438 km do SP] com quem aconteceu isso e ele veio a falecer. O protocolo está sendo ineficiente, porque as mortes estão crescendo", diz o procurador Jefferson Aparecido Dias.
Ele enviou ontem pedido de explicações ao ministério sobre essa política. A pasta terá dez dias para dar a resposta. Após analisá-la, Dias pode entrar com ação contra a medida.
Bombeiros
No Rio, a Defensoria Pública da União decidiu entrar na próxima semana com ação na Justiça federal contra a União, o Estado e a prefeitura da capital questionando a política de combate à gripe suína.
O órgão pede que o Tamiflu e o similar fabricado pela Fiocruz sejam oferecidos em toda a rede de saúde pública e privada e não tenham a prescrição restrita a grupos de risco ou a pacientes em estado grave.
Ontem, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio começou a distribuir o medicamento de maneira descentralizada, inclusive em 45 quartéis do Corpo de Bombeiros. O remédio poderá ser retirado mediante receita médica e formulário específico indicando que se trata de caso grave ou com fatores de risco --ambos podem ser fornecidos por qualquer médico.
Em Passo Fundo (RS), o Hospital São Vicente de Paulo já quebrou o protocolo e passou a prescrever o antiviral assim que o paciente apresenta sintomas.
As medidas são criticadas por infectologistas. "O vírus vai criar resistência e os que realmente precisam do remédio vão sofrer as consequências", afirma Caio Rosenthal, do Instituto Emílio Ribas.
Já há relatos de resistência ao medicamento em quatro países, conforme o ministério.
Ele afirma ainda que os pacientes que só manifestam a forma grave da doença após 48 horas dos primeiros sintomas não necessitam do antiviral, já que, provavelmente, a piora se deve a complicações da gripe, como pneumonias bacterianas, que têm de ser combatidas com outro tipo de medicação.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Passo Fundo quebra protocolo e trata casos suspeitos de gripe suína com Tamiflu
Do UOL Notícias*
Em São Paulo
Os hospitais e postos de saúde da cidade de Passo Fundo, no Rio Grande Sul, vão quebrar o protocolo de atendimento do Ministério da Saúde e criar suas próprias regras no combate à gripe suína. Entre as novas normas, estão o atendimento 24 horas e o tratamento dos pacientes com suspeita da doença com Tamiflu, assim que forem detectados os primeiros sintomas. A medida foi anunciada nesta quinta-feira pelo Comitê Gestor da Gripe A na cidade. As informações são do jornal "Zero Hora".
O Ministério da Saúde orienta que apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave devem ser medicados.
Segundo conta ao jornal o vice-diretor clínico do Hospital São Vicente de Paulo, Júlio Stobbe, testes feitos em pacientes que apresentaram sintomas, usando medicação imediata, já apresentam resultados. Destes pacientes todos se recuperaram e passam bem, estão fora de risco, de acordo com o médico.
Sete pessoas já morreram de gripe suína na cidade. Os dois últimos casos foram confirmados pela Secretaria Estadual da Saúde na tarde de ontem. Trata-se de uma mulher de 28 anos, portadora de síndrome de Down, e um homem de 42 anos, auxiliar de escritório. Eles não apresentavam nenhuma outra doença que comprometesse o sistema imunológico. Os óbitos ocorreram no dia 22 deste mês, no Hospital São Vicente de Paulo.
*Com informações da Folha Online
UOL Celular
Em São Paulo
Os hospitais e postos de saúde da cidade de Passo Fundo, no Rio Grande Sul, vão quebrar o protocolo de atendimento do Ministério da Saúde e criar suas próprias regras no combate à gripe suína. Entre as novas normas, estão o atendimento 24 horas e o tratamento dos pacientes com suspeita da doença com Tamiflu, assim que forem detectados os primeiros sintomas. A medida foi anunciada nesta quinta-feira pelo Comitê Gestor da Gripe A na cidade. As informações são do jornal "Zero Hora".
O Ministério da Saúde orienta que apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave devem ser medicados.
Segundo conta ao jornal o vice-diretor clínico do Hospital São Vicente de Paulo, Júlio Stobbe, testes feitos em pacientes que apresentaram sintomas, usando medicação imediata, já apresentam resultados. Destes pacientes todos se recuperaram e passam bem, estão fora de risco, de acordo com o médico.
Sete pessoas já morreram de gripe suína na cidade. Os dois últimos casos foram confirmados pela Secretaria Estadual da Saúde na tarde de ontem. Trata-se de uma mulher de 28 anos, portadora de síndrome de Down, e um homem de 42 anos, auxiliar de escritório. Eles não apresentavam nenhuma outra doença que comprometesse o sistema imunológico. Os óbitos ocorreram no dia 22 deste mês, no Hospital São Vicente de Paulo.
*Com informações da Folha Online
UOL Celular
terça-feira, 28 de julho de 2009
Escolas de São Paulo adotam medidas contra gripe suína

Danilo Verpa/Folha Imagem
Em medida preventiva, Rafaella Palis evita usar diretamente bebedouro do colégio Rio Branco
TALITA BEDINELLI
da Folha de S.Paulo
O primeiro dia de aula após as férias das amigas Elis e Natália Lima, ambas de 17 anos, foi diferente neste ano. As habituais conversas sobre viagens, passeios e baladas foram em parte substituídas pelas notícias sobre a gripe suína --a chamada gripe A (H1N1).
Elis teve até que compartilhar seu álcool em gel --usado para higienizar as mãos-- com as amigas. "Todo mundo pediu emprestado. Minha mãe comprou uns mil", diz a estudante do colégio Rio Branco (Higienópolis, centro de SP).
A escola foi uma das que retomaram as aulas ontem (27), não antes de tomar algumas medidas preventivas para evitar o contágio dos estudantes pela gripe.
Nos banheiros, cartazes ensinavam os estudantes a lavar as mãos corretamente. Para evitar que as crianças encostem a boca nos bebedouros, havia copos plásticos. E, à tarde, os corredores do prédio ganharam álcool em spray, para que as crianças desinfetarem as mãos.
No Mackenzie, também em Higienópolis, onde as aulas recomeçaram ontem, um médico passou em todas as salas do ensino médio para dar orientações sobre a gripe. Entre as dicas, que também constavam em um folheto, estão evitar cumprimentos como beijos e abraços e não compartilhar objetos como copos e talheres. Trabalhos em dupla ou em grupos também serão evitados.
Durante as aulas, a porta das salas permaneceu aberta, assim como as janelas. "Até os ventiladores estavam ligados, cheguei a passar frio", conta Jéssica Albieri de Almeida, 15.
Em ambas as escolas, os pais receberam uma recomendação: crianças que apresentarem algum sinal da gripe não devem ir às aulas. Ontem, não houve falta nas escolas por essa razão.
"Quem tiver qualquer sintoma será dispensado, mas terá que trazer atestado médico", explica uma das coordenadoras do Mackenzie, Alice Mafra.
O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvencio Furtado, diz que as medidas adotadas pelas escolas estão corretas, mas dá outra dica: "Alternar os horários de recreio é uma boa medida para evitar a aglomeração de crianças".
Fim de férias
A maioria dos colégios particulares de SP retoma as aulas na segunda-feira, assim como as escolas da rede pública.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse ontem não haver recomendação para adiar a volta às aulas. Nesta semana, porém, os secretários estaduais da Saúde de SP, RJ e RS se encontrarão com o ministro José Gomes Temporão (Saúde) para discutir essa possibilidade.
sábado, 25 de julho de 2009
Gripe de 1918
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Edição atual tal como às 10h16min de 25 de julho de 2009
A Gripe de 1918 (frequentemente citada como Gripe Espanhola) foi uma pandemia do vírus influenza que se espalhou por quase toda parte do mundo. Foi causada por uma virulência incomum e cepa mortal do vírus Influenza A do subtipo H1N1.
A origem geográfica da pandemia de gripe de 1918-1919 é desconhecida. Foi designada de gripe espanhola, gripe pneumónica, peste pneumónica ou, simplesmente, pneumónica.
A designação "gripe espanhola" deu origem a algum debate na literatura médica da época, que talvez se deva ao fato de a imprensa na Espanha, não participando na guerra, ter noticiado livremente que civis em muitos lugares estavam adoecendo e morrendo em números alarmantes.
A doença foi observada pela primeira vez em Fort Riley, Kansas, Estados Unidos da América em 4 de Março de 1918,[1] e em Queens, Nova Iorque em 11 de Março do mesmo ano.
Os primeiros casos conhecidos de gripe na Europa ocorreram em Abril de 1918 com tropas francesas, britânicas e americanas, estacionadas nos portos de embarque em França.
Em Maio, a doença atingiu a Grécia, Espanha e Portugal. Em Junho, a Dinamarca e a Noruega. Em Agosto, os Países Baixos e a Suécia. Todos os exércitos estacionados na Europa foram severamente afectados pela doença, calculando-se que cerca de 80% das mortes da armada dos EUA se deveram à gripe.
* 1 Evolução da pandemia
* 2 Personalidades brasileiras vítimas da gripe
* 3 Personalidades portuguesas vítimas da gripe
* 4 Referências
Evolução da pandemia
A pandemia desenvolveu-se em três ondas epidémicas:
* A primeira, mais benigna, termina em Agosto de 1918;
* A segunda inicia-se no outono e termina entre os meses de Dezembro e Janeiro, tendo sido de extraordinária gravidade, afetando uma grande parte da população e com uma taxa de letalidade de 6 a 8%;
* A terceira e derradeira, começa em Fevereiro de 1919 e termina em Maio do mesmo ano.
A pandemia, caracterizou-se mundialmente pela elevada morbilidade e mortalidade, especialmente nos sectores jovens da população e pela freqüência das complicações associadas. Calcula-se que afetou 50% da população mundial, tendo matado 20 a 40 milhões de pessoas, pelo que foi qualificada como o mais grave conflito epidémico de todos os tempos. A falta de estatísticas confiáveis, principalmente no Oriente (como China e Índia) pode ocultar um número ainda maior de vítimas.
É provável que o vírus responsável pela pandemia esteja relacionado com o vírus da gripe suína, isolado por Richard E. Shope em 1920.
Em Portugal, verificou-se uma elevadíssima taxa de mortalidade, com duas ondas epidémicas e uma ocorrência muito marcada entre os 20 e os 40 anos, que terá causado cerca de 120 000 mortos[2].
No Brasil a doença chegou em setembro de 1918. No dia 24 daquele mês a Missão Médica enviada pelo país para ajudar no esforço de guerra francês foi atingida pela gripe no porto de Dacar, Senegal, que à época era colônia francesa. No mesmo mês chegou ao país o paquete Demerara, vindo da Europa, e que é apontado por alguns autores,[3] como o primeiro navio portador do vírus para dentro do Brasil. Em poucos dias a epidemia irrompeu em diversas cidades:Recife, Salvador e Rio de Janeiro, chegando em novembro de 1918 à Amazônia. Foram registradas em torno de 300 mil mortes relacionadas à epidemia. A doença foi tão severa que vitimou até o Presidente da República, Rodrigues Alves, em 1919.
Personalidades brasileiras vítimas da gripe
* Rodrigues Alves - morto na iminência de seu segundo mandato como Presidente da República.
* Belfort Duarte - futebolista
* Anália Franco - educadora
* Euripedes Barsanulfo - educador e médium espirita
Personalidades portuguesas vítimas da gripe
* Amadeo de Souza-Cardoso - pintor modernista
* Pedro Blanco - Compositor Pianista (Leon 1883 - Porto 1919)
* António de Lima Fragoso - Compositor Pianista (1897-1918)
Referências
1. ↑ Avian Bird Flu. 1918 Flu (Spanish flu epidemic)
2. ↑ http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=624828 Gripe Espanhola foi provocada por um vírus das aves
3. ↑ http://www.anpuhsp.org.br/downloads/CD%20XVII/ST%20III/Liane%20Maria%20Bertucci-Martins.pdf FRAGMENTOS DO DISCURSO CIENTÍFICO NA GRIPE ESPANHOLA
Edição atual tal como às 10h16min de 25 de julho de 2009
A Gripe de 1918 (frequentemente citada como Gripe Espanhola) foi uma pandemia do vírus influenza que se espalhou por quase toda parte do mundo. Foi causada por uma virulência incomum e cepa mortal do vírus Influenza A do subtipo H1N1.
A origem geográfica da pandemia de gripe de 1918-1919 é desconhecida. Foi designada de gripe espanhola, gripe pneumónica, peste pneumónica ou, simplesmente, pneumónica.
A designação "gripe espanhola" deu origem a algum debate na literatura médica da época, que talvez se deva ao fato de a imprensa na Espanha, não participando na guerra, ter noticiado livremente que civis em muitos lugares estavam adoecendo e morrendo em números alarmantes.
A doença foi observada pela primeira vez em Fort Riley, Kansas, Estados Unidos da América em 4 de Março de 1918,[1] e em Queens, Nova Iorque em 11 de Março do mesmo ano.
Os primeiros casos conhecidos de gripe na Europa ocorreram em Abril de 1918 com tropas francesas, britânicas e americanas, estacionadas nos portos de embarque em França.
Em Maio, a doença atingiu a Grécia, Espanha e Portugal. Em Junho, a Dinamarca e a Noruega. Em Agosto, os Países Baixos e a Suécia. Todos os exércitos estacionados na Europa foram severamente afectados pela doença, calculando-se que cerca de 80% das mortes da armada dos EUA se deveram à gripe.
* 1 Evolução da pandemia
* 2 Personalidades brasileiras vítimas da gripe
* 3 Personalidades portuguesas vítimas da gripe
* 4 Referências
Evolução da pandemia
A pandemia desenvolveu-se em três ondas epidémicas:
* A primeira, mais benigna, termina em Agosto de 1918;
* A segunda inicia-se no outono e termina entre os meses de Dezembro e Janeiro, tendo sido de extraordinária gravidade, afetando uma grande parte da população e com uma taxa de letalidade de 6 a 8%;
* A terceira e derradeira, começa em Fevereiro de 1919 e termina em Maio do mesmo ano.
A pandemia, caracterizou-se mundialmente pela elevada morbilidade e mortalidade, especialmente nos sectores jovens da população e pela freqüência das complicações associadas. Calcula-se que afetou 50% da população mundial, tendo matado 20 a 40 milhões de pessoas, pelo que foi qualificada como o mais grave conflito epidémico de todos os tempos. A falta de estatísticas confiáveis, principalmente no Oriente (como China e Índia) pode ocultar um número ainda maior de vítimas.
É provável que o vírus responsável pela pandemia esteja relacionado com o vírus da gripe suína, isolado por Richard E. Shope em 1920.
Em Portugal, verificou-se uma elevadíssima taxa de mortalidade, com duas ondas epidémicas e uma ocorrência muito marcada entre os 20 e os 40 anos, que terá causado cerca de 120 000 mortos[2].
No Brasil a doença chegou em setembro de 1918. No dia 24 daquele mês a Missão Médica enviada pelo país para ajudar no esforço de guerra francês foi atingida pela gripe no porto de Dacar, Senegal, que à época era colônia francesa. No mesmo mês chegou ao país o paquete Demerara, vindo da Europa, e que é apontado por alguns autores,[3] como o primeiro navio portador do vírus para dentro do Brasil. Em poucos dias a epidemia irrompeu em diversas cidades:Recife, Salvador e Rio de Janeiro, chegando em novembro de 1918 à Amazônia. Foram registradas em torno de 300 mil mortes relacionadas à epidemia. A doença foi tão severa que vitimou até o Presidente da República, Rodrigues Alves, em 1919.
Personalidades brasileiras vítimas da gripe
* Rodrigues Alves - morto na iminência de seu segundo mandato como Presidente da República.
* Belfort Duarte - futebolista
* Anália Franco - educadora
* Euripedes Barsanulfo - educador e médium espirita
Personalidades portuguesas vítimas da gripe
* Amadeo de Souza-Cardoso - pintor modernista
* Pedro Blanco - Compositor Pianista (Leon 1883 - Porto 1919)
* António de Lima Fragoso - Compositor Pianista (1897-1918)
Referências
1. ↑ Avian Bird Flu. 1918 Flu (Spanish flu epidemic)
2. ↑ http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=624828 Gripe Espanhola foi provocada por um vírus das aves
3. ↑ http://www.anpuhsp.org.br/downloads/CD%20XVII/ST%20III/Liane%20Maria%20Bertucci-Martins.pdf FRAGMENTOS DO DISCURSO CIENTÍFICO NA GRIPE ESPANHOLA
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