quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Remédio falso: Piratas da saúde roubam dinheiro público

Por meio de fraude em licitações e com ajuda de servidores corruptos, quadrilhas que comercializam remédios falsificados vendem as mercadorias para estados e municípios, relatam os repórteres Thiago Herdy e Alana Rizzo, do Correio/Estado de Minas.

(Correio Braziliense - págs. 1, 8 e 9)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Cientistas encontram vírus da Aids originário de gorilas

WASHINGTON (Reuters) - Pesquisadores franceses anunciaram no domingo a descoberta, numa paciente camaronesa, de um vírus semelhante ao da Aids e originário de gorilas.

A mulher passa bem, não tem sintomas da Aids e provavelmente foi contaminada por outra pessoa, e não por um gorila, segundo os pesquisadores.

A descoberta, publicada na revista Nature Medicine, sugere que este recém-descoberto vírus dos gorilas está circulando entre pessoas.

"Identificamos um novo vírus da imunodeficiência humana (HIV) numa camaronesa. Ele é estreitamente relacionado com o vírus da imunodeficiência símia (SIV) dos gorilas, e não demonstra sinais de recombinação com outras linhagens do HIV-1 ou com o SIV de chimpanzés", escreveram Jean-Christophe Plantier, da Universidade de Rouen, e seus colegas.

A paciente de 62 anos foi diagnosticada em 2004, logo depois de se mudar de Camarões para Paris. Um sequenciamento genético de rotina no vírus demonstrou que ele não se parecia com nenhuma outra amostra do vírus da Aids. O mistério só foi esclarecido ao se comparar o vírus da paciente com o SIV dos gorilas, descoberto apenas em 2006.

Acredita-se que o vírus da Aids tenha se originado em chimpanzés e contaminado inicialmente pessoas que caçavam e comiam esses animais, a espécie viva geneticamente mais parecida com os humanos.

Em menos de três décadas, a doença matou 25 milhões de pessoas e contaminou outras 33 milhões. Não há cura, apenas formas de controle paliativo.

A paciente camaronesa, que é viúva, não teve contato direto com gorilas, mas relata ter tido vários parceiros sexuais após a morte do seu marido. Ela se lembra de ter estado doente uma vez.

Quando as pessoas são contaminadas com o HIV, costumam ter febre ou uma doença passageira, mas raramente percebem do que se trata. O diagnóstico habitualmente só é feito depois, quando o vírus começa a destruir o sistema imunológico.

"Nossas descobertas indicam que os gorilas, além dos chimpanzés, são fontes prováveis do HIV-1", escreveu a equipe de Plantier. "A descoberta desta nova linhagem do HIV-1 salienta a contínua necessidade de acompanhar de perto a emergência de novas variantes do HIV, particularmente na África centro-ocidental, origem de todos so grupos do HIV-1 existentes."
UOL Celular

sábado, 1 de agosto de 2009

Liberar remédio fortalece vírus da gripe suína, diz governo

Apesar das pressões para que o Tamiflu (antiviral usado contra a gripe suína) seja liberado para todos os pacientes com sintomas que procurem hospitais, o Ministério da Saúde informou ontem que não vai modificar o protocolo atual de prescrição do medicamento.

A pasta criticou ainda medidas como a de Passo Fundo (RS) e do Rio de Janeiro, que tornaram o remédio mais acessível, pois afirma que o vírus A (H1N1) pode se tornar resistente ao medicamento.

Pelo protocolo, o Tamiflu é indicado apenas para pessoas com fatores de risco ou em estado grave e deve ser usado em, no máximo, até 48 horas a partir do início dos sintomas.

Mas em São Paulo e no Rio de Janeiro surgiram contestações a essa estratégia.

Para o Ministério Público Federal paulista e o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, há uma "aparente contradição" na recomendação.

Ambos dizem que, muitas vezes, um paciente com gripe vai ao hospital sem se enquadrar nesses critérios e é dispensado. Quando busca o hospital novamente, já em estado grave, não pode mais receber o remédio, pois as 48 horas já passaram.

"Tenho o relato de um paciente de São José do Rio Preto [438 km do SP] com quem aconteceu isso e ele veio a falecer. O protocolo está sendo ineficiente, porque as mortes estão crescendo", diz o procurador Jefferson Aparecido Dias.

Ele enviou ontem pedido de explicações ao ministério sobre essa política. A pasta terá dez dias para dar a resposta. Após analisá-la, Dias pode entrar com ação contra a medida.

Bombeiros

No Rio, a Defensoria Pública da União decidiu entrar na próxima semana com ação na Justiça federal contra a União, o Estado e a prefeitura da capital questionando a política de combate à gripe suína.

O órgão pede que o Tamiflu e o similar fabricado pela Fiocruz sejam oferecidos em toda a rede de saúde pública e privada e não tenham a prescrição restrita a grupos de risco ou a pacientes em estado grave.

Ontem, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio começou a distribuir o medicamento de maneira descentralizada, inclusive em 45 quartéis do Corpo de Bombeiros. O remédio poderá ser retirado mediante receita médica e formulário específico indicando que se trata de caso grave ou com fatores de risco --ambos podem ser fornecidos por qualquer médico.

Em Passo Fundo (RS), o Hospital São Vicente de Paulo já quebrou o protocolo e passou a prescrever o antiviral assim que o paciente apresenta sintomas.

As medidas são criticadas por infectologistas. "O vírus vai criar resistência e os que realmente precisam do remédio vão sofrer as consequências", afirma Caio Rosenthal, do Instituto Emílio Ribas.

Já há relatos de resistência ao medicamento em quatro países, conforme o ministério.

Ele afirma ainda que os pacientes que só manifestam a forma grave da doença após 48 horas dos primeiros sintomas não necessitam do antiviral, já que, provavelmente, a piora se deve a complicações da gripe, como pneumonias bacterianas, que têm de ser combatidas com outro tipo de medicação.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Passo Fundo quebra protocolo e trata casos suspeitos de gripe suína com Tamiflu

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Os hospitais e postos de saúde da cidade de Passo Fundo, no Rio Grande Sul, vão quebrar o protocolo de atendimento do Ministério da Saúde e criar suas próprias regras no combate à gripe suína. Entre as novas normas, estão o atendimento 24 horas e o tratamento dos pacientes com suspeita da doença com Tamiflu, assim que forem detectados os primeiros sintomas. A medida foi anunciada nesta quinta-feira pelo Comitê Gestor da Gripe A na cidade. As informações são do jornal "Zero Hora".

O Ministério da Saúde orienta que apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave devem ser medicados.

Segundo conta ao jornal o vice-diretor clínico do Hospital São Vicente de Paulo, Júlio Stobbe, testes feitos em pacientes que apresentaram sintomas, usando medicação imediata, já apresentam resultados. Destes pacientes todos se recuperaram e passam bem, estão fora de risco, de acordo com o médico.

Sete pessoas já morreram de gripe suína na cidade. Os dois últimos casos foram confirmados pela Secretaria Estadual da Saúde na tarde de ontem. Trata-se de uma mulher de 28 anos, portadora de síndrome de Down, e um homem de 42 anos, auxiliar de escritório. Eles não apresentavam nenhuma outra doença que comprometesse o sistema imunológico. Os óbitos ocorreram no dia 22 deste mês, no Hospital São Vicente de Paulo.

*Com informações da Folha Online
UOL Celular

terça-feira, 28 de julho de 2009

Escolas de São Paulo adotam medidas contra gripe suína



Danilo Verpa/Folha Imagem
Em medida preventiva, Rafaella Palis evita usar diretamente bebedouro do colégio Rio Branco


TALITA BEDINELLI
da Folha de S.Paulo

O primeiro dia de aula após as férias das amigas Elis e Natália Lima, ambas de 17 anos, foi diferente neste ano. As habituais conversas sobre viagens, passeios e baladas foram em parte substituídas pelas notícias sobre a gripe suína --a chamada gripe A (H1N1).

Elis teve até que compartilhar seu álcool em gel --usado para higienizar as mãos-- com as amigas. "Todo mundo pediu emprestado. Minha mãe comprou uns mil", diz a estudante do colégio Rio Branco (Higienópolis, centro de SP).


A escola foi uma das que retomaram as aulas ontem (27), não antes de tomar algumas medidas preventivas para evitar o contágio dos estudantes pela gripe.

Nos banheiros, cartazes ensinavam os estudantes a lavar as mãos corretamente. Para evitar que as crianças encostem a boca nos bebedouros, havia copos plásticos. E, à tarde, os corredores do prédio ganharam álcool em spray, para que as crianças desinfetarem as mãos.

No Mackenzie, também em Higienópolis, onde as aulas recomeçaram ontem, um médico passou em todas as salas do ensino médio para dar orientações sobre a gripe. Entre as dicas, que também constavam em um folheto, estão evitar cumprimentos como beijos e abraços e não compartilhar objetos como copos e talheres. Trabalhos em dupla ou em grupos também serão evitados.

Durante as aulas, a porta das salas permaneceu aberta, assim como as janelas. "Até os ventiladores estavam ligados, cheguei a passar frio", conta Jéssica Albieri de Almeida, 15.

Em ambas as escolas, os pais receberam uma recomendação: crianças que apresentarem algum sinal da gripe não devem ir às aulas. Ontem, não houve falta nas escolas por essa razão.

"Quem tiver qualquer sintoma será dispensado, mas terá que trazer atestado médico", explica uma das coordenadoras do Mackenzie, Alice Mafra.

O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvencio Furtado, diz que as medidas adotadas pelas escolas estão corretas, mas dá outra dica: "Alternar os horários de recreio é uma boa medida para evitar a aglomeração de crianças".

Fim de férias

A maioria dos colégios particulares de SP retoma as aulas na segunda-feira, assim como as escolas da rede pública.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse ontem não haver recomendação para adiar a volta às aulas. Nesta semana, porém, os secretários estaduais da Saúde de SP, RJ e RS se encontrarão com o ministro José Gomes Temporão (Saúde) para discutir essa possibilidade.

sábado, 25 de julho de 2009

Gripe de 1918

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Edição atual tal como às 10h16min de 25 de julho de 2009

A Gripe de 1918 (frequentemente citada como Gripe Espanhola) foi uma pandemia do vírus influenza que se espalhou por quase toda parte do mundo. Foi causada por uma virulência incomum e cepa mortal do vírus Influenza A do subtipo H1N1.

A origem geográfica da pandemia de gripe de 1918-1919 é desconhecida. Foi designada de gripe espanhola, gripe pneumónica, peste pneumónica ou, simplesmente, pneumónica.

A designação "gripe espanhola" deu origem a algum debate na literatura médica da época, que talvez se deva ao fato de a imprensa na Espanha, não participando na guerra, ter noticiado livremente que civis em muitos lugares estavam adoecendo e morrendo em números alarmantes.

A doença foi observada pela primeira vez em Fort Riley, Kansas, Estados Unidos da América em 4 de Março de 1918,[1] e em Queens, Nova Iorque em 11 de Março do mesmo ano.
Os primeiros casos conhecidos de gripe na Europa ocorreram em Abril de 1918 com tropas francesas, britânicas e americanas, estacionadas nos portos de embarque em França.

Em Maio, a doença atingiu a Grécia, Espanha e Portugal. Em Junho, a Dinamarca e a Noruega. Em Agosto, os Países Baixos e a Suécia. Todos os exércitos estacionados na Europa foram severamente afectados pela doença, calculando-se que cerca de 80% das mortes da armada dos EUA se deveram à gripe.

* 1 Evolução da pandemia
* 2 Personalidades brasileiras vítimas da gripe
* 3 Personalidades portuguesas vítimas da gripe
* 4 Referências

Evolução da pandemia

A pandemia desenvolveu-se em três ondas epidémicas:

* A primeira, mais benigna, termina em Agosto de 1918;
* A segunda inicia-se no outono e termina entre os meses de Dezembro e Janeiro, tendo sido de extraordinária gravidade, afetando uma grande parte da população e com uma taxa de letalidade de 6 a 8%;
* A terceira e derradeira, começa em Fevereiro de 1919 e termina em Maio do mesmo ano.

A pandemia, caracterizou-se mundialmente pela elevada morbilidade e mortalidade, especialmente nos sectores jovens da população e pela freqüência das complicações associadas. Calcula-se que afetou 50% da população mundial, tendo matado 20 a 40 milhões de pessoas, pelo que foi qualificada como o mais grave conflito epidémico de todos os tempos. A falta de estatísticas confiáveis, principalmente no Oriente (como China e Índia) pode ocultar um número ainda maior de vítimas.

É provável que o vírus responsável pela pandemia esteja relacionado com o vírus da gripe suína, isolado por Richard E. Shope em 1920.

Em Portugal, verificou-se uma elevadíssima taxa de mortalidade, com duas ondas epidémicas e uma ocorrência muito marcada entre os 20 e os 40 anos, que terá causado cerca de 120 000 mortos[2].

No Brasil a doença chegou em setembro de 1918. No dia 24 daquele mês a Missão Médica enviada pelo país para ajudar no esforço de guerra francês foi atingida pela gripe no porto de Dacar, Senegal, que à época era colônia francesa. No mesmo mês chegou ao país o paquete Demerara, vindo da Europa, e que é apontado por alguns autores,[3] como o primeiro navio portador do vírus para dentro do Brasil. Em poucos dias a epidemia irrompeu em diversas cidades:Recife, Salvador e Rio de Janeiro, chegando em novembro de 1918 à Amazônia. Foram registradas em torno de 300 mil mortes relacionadas à epidemia. A doença foi tão severa que vitimou até o Presidente da República, Rodrigues Alves, em 1919.

Personalidades brasileiras vítimas da gripe

* Rodrigues Alves - morto na iminência de seu segundo mandato como Presidente da República.
* Belfort Duarte - futebolista
* Anália Franco - educadora
* Euripedes Barsanulfo - educador e médium espirita

Personalidades portuguesas vítimas da gripe

* Amadeo de Souza-Cardoso - pintor modernista
* Pedro Blanco - Compositor Pianista (Leon 1883 - Porto 1919)
* António de Lima Fragoso - Compositor Pianista (1897-1918)

Referências

1. ↑ Avian Bird Flu. 1918 Flu (Spanish flu epidemic)
2. ↑ http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=624828 Gripe Espanhola foi provocada por um vírus das aves
3. ↑ http://www.anpuhsp.org.br/downloads/CD%20XVII/ST%20III/Liane%20Maria%20Bertucci-Martins.pdf FRAGMENTOS DO DISCURSO CIENTÍFICO NA GRIPE ESPANHOLA

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Ministério divulga tira-dúvidas sobre gripe suína

O Ministério da Saúde elaborou um guia que responde às principais dúvidas dos brasileiros sobre o vírus Influenza A (H1N1), causador da gripe suína. As perguntas vão desde a previsão de produção da vacina no Brasil até os critérios de distribuição do medicamento para o tratamento da doença. Quem tiver outras pergunta pode ligar para o Disque Saúde (0800 61 1997). As informações abaixo foram elaboradas pelo ministério.

1 - Qual a diferença entre a gripe comum e a influenza A (H1N1)?

Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus Influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, não importa, neste momento, saber se o que se tem é gripe comum ou a nova gripe. A orientação é, ao ter alguns desses sintomas, procure seu médico ou vá a um posto de saúde. É importante frisar que, na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. Isso também ocorre na nova gripe. Em ambos os casos, o total de pessoas que morrem após contraírem o vírus em todo o mundo é, em média, de 0,5%.

2 - Existe transmissão sustentada do vírus da Influenza A (H1N1) no Brasil?

Desde 24 de abril, data do primeiro alerta dado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o surgimento da nova doença, até o dia 15 de julho, o Ministério da Saúde só havia registrado casos no país de pessoas que tinham contraído a doença no exterior ou pego de quem esteve fora. No dia 16 de julho, o Ministério da Saúde recebeu a notificação do primeiro caso de transmissão da influenza A (H1N1) no Brasil sem esse tipo de vínculo. Trata-se de paciente do estado de São Paulo, que morreu no último dia 30 de junho. Esse caso deu a primeira evidência de que o novo vírus está em circulação no território nacional. Todas as estratégias que o Ministério da Saúde deveria adotar numa situação como esta já foram tomadas há quase três semanas. O Brasil se antecipou. A atualização constante das ações contra a nova gripe permitiu que, neste momento, toda a rede de saúde esteja integrada para manter e reforçar as medidas de atenção à população.

3 - Por que o Rio Grande do Sul registra tantos casos da influenza A (H1N1)?

Todos os anos, o Brasil registra ocorrências de casos graves e óbitos por gripe e doenças associadas, como pneumonia, em todas as regiões. Neste período do ano, que é inverno, sempre há maior ocorrência desses casos, em especial no Rio Grande do Sul e nos outros estados do Sul e Sudeste. Isso porque eles têm o inverno mais rigoroso e mais prolongado. Além disso, no caso especifico da influenza A (H1N1), há países com maior número de casos que fazem fronteira com o Rio Grande do Sul, como é o caso da Argentina. A disseminação da doença aumenta e não é indicado controlar o fluxo de pessoas na fronteira, pois isso não tem efeito na disseminação da doença.

4 - Como eu posso me prevenir da doença?

Alguns cuidados básicos de higiene podem ser tomados, como: lavar bem as mãos frequentemente com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.

5 - Quando eu devo procurar um médico?

Se você tiver sintomas como febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza, procure um médico ou um serviço de saúde, como já se faz com a gripe comum.

6 - O que fazer em caso de surgimento de sintomas?

Qualquer pessoa que apresente sintomas de gripe deve procurar seu médico de confiança ou o serviço de saúde mais próximo para receber o tratamento adequado. Nos casos de agravamento ou de pessoas que façam parte do grupo de risco, os pacientes serão encaminhados a um dos 68 hospitais de referência.

7 - Quem está no grupo de risco?

O grupo de risco é composto por idosos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer, em tratamento para AIDS), pessoas com obesidade mórbida e também com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.

8 - Os hospitais estão preparados para atender pacientes com a influenza A (H1N1)?

Atualmente, o Brasil possui 68 hospitais de referência para tratamento de pacientes graves infectados pelo novo vírus. Nessas unidades, existem 900 leitos com isolamento adequado para atender aos casos que necessitem de internação. Todos os outros hospitais estão preparados para receber pacientes com sintomas leves de gripe.

9 - O Brasil tem medicamento suficiente para enfrentar a influenza A (H1N1)?

Sim. O Ministério da Saúde tem medicamento suficiente para enfrentar a pandemia de influenza A (H1N1). O Ministério da Saúde tem um estoque de 9 milhões de tratamentos em pó. Eles foram adquiridos em 2005, época de uma possível epidemia de gripe aviária. Além disso, na terça-feira (21 de julho), o governo federal recebeu mais 50 mil tratamentos. Desses, 15 mil vão para o Rio Grande do Sul, estado entre os mais afetados pela doença. Outros estados com maior número de casos também receberam quantidade adicional de tratamento. Até o fim de julho, o ministério vai receber mais 150 mil tratamentos. Nas próximas semanas, será um milhão a mais de medicamentos disponíveis, além do que está estocado em pó. O ministério esclarece que o estoque de remédios está de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

10 - Como é realizada a distribuição do medicamento?

A distribuição dos medicamentos é centralizada. O Ministério da Saúde envia os remédios aos estados, respondendo às solicitações das Secretarias Estaduais de Saúde. Cabe a elas não só indicar as unidades de referência no atendimento da nova gripe, como também ampliar o número de unidades para realização do tratamento. Outras unidades podem ser indicadas para atender os casos e usar o antiviral.

11 - Quais os critérios de utilização para do medicamento fosfato de oseltamivir?

Apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicados com o fosfato de oseltamivir. Os demais terão os sintomas tratados de acordo com indicação médica. O objetivo é evitar o uso desnecessário e uma possível resistência ao medicamento, assim como já foi registrado no Reino Unido, Japão e Hong Kong. É importante lembrar, também, que todas as pessoas que compõem o grupo de risco para complicações de influenza requerem avaliação e monitoramento clínico constante de seu médico, para indicação ou não de tratamento com o fosfato de oseltamivir.

12 - Grávidas podem tomar fosfato de oseltamivir?

Não há registros de efeitos negativos do uso do fosfato de oseltamivir em mulheres grávidas e em fetos. No entanto, como medida de precaução e conforme orientação do fabricante, esse medicamento só deve ser tomado durante a gravidez se o seu benefício justificar o risco. Essa decisão deve ser tomada de acordo com indicação médica.

13 - Por que o exame laboratorial parou de ser realizado em todos os casos suspeitos?

Essa mudança ocorreu porque um percentual significativo - mais de 70% - das amostras de casos suspeitos analisadas em laboratórios de referência, antes dessa mudança, não era da nova gripe, mas de outros vírus respiratórios, ou não era de nenhum vírus. Com o aumento do número de casos no país, a prioridade do sistema público de saúde é detectar e tratar com a máxima agilidade os casos graves e evitar mortes.

14 - Haverá cadastramento de novos laboratórios para realização de exames de diagnóstico?

Atualmente, três laboratórios de referência fazem o exame de diagnóstico da influenza A (H1N1) no Brasil: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ), Instituto Evandro Chagas (IEC/PA) e Instituto Adolf Lutz (SP). Há a possibilidade, agora, de credenciamento de Laboratórios Centrais (Lacens) para centralizar a realização desses exames nos estados, além dos três laboratórios de referência. Isso já está em curso para os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, mas ainda não há data definida para essa habilitação.

15 - Qual é a previsão de produção da vacina contra a influenza A (H1N1) no Brasil?

O Instituto Butantan, ligado à Secretaria de Saúde do Governo do Estado de São Paulo, é responsável no Brasil por desenvolver as vacinas contra a gripe comum (sazonal) e estará à frente também do desenvolvimento da gripe contra a influenza A (H1N1). A vacina a ser produzida no Brasil estará disponível no próximo ano. Além de desenvolver a vacina, o Ministério da Saúde avaliará, junto ao Butantan, a necessidade de comprar vacinas prontas de outros fabricantes.