sábado, 23 de outubro de 2010

A bactéria que preocupa o Brasil

SAÚDE > PAÍS TENTA FREAR O AVANÇO DA KPC, QUE É RESISTENTE A DIVERSOS ANTIBIÓTICOS
Michelle Treichel
carneiro: tratamento mais difícil

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Depois da efervescência em torno da Influenza A (H1N1), agora uma das maiores preocupações da saúde no País recai sobre a chamada “superbactéria” KPC (Klebsiella pneumoniae), produtora de carbapenemase. O micro-organismo é resistente a quase todos os antibióticos e já causou mortes em alguns estados brasileiros, além do Distrito Federal. As incidências são registradas, na maioria dos casos, em hospitais no caso de pacientes com longo tempo de internação e que realizaram procedimentos invasivos.

Conforme o médico infectologista Marcelo Carneiro, mestre em Microbiologia e professor do curso de Medicina da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), a KPC desenvolveu uma maneira de ficar resistente aos antibióticos. “Isso diminui as opções de tratamento das infecções por esses agentes”, esclarece. O especialista destaca que, como qualquer outra infecção, os efeitos no organismo são decorrentes da reação inflamatória entre o agente e o hospedeiro. “A presença desse mecanismo de resistência é que dificulta o tratamento e a escolha do antibiótico.”

Para o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), a proliferação da KPC é inevitável. Nesse sentido, cresce a necessidade de prevenção. Segundo Carneiro, as bactérias podem sofrer alterações nas pessoas doentes, e a transmissão ocorre, especialmente, por meio das mãos – quando não higienizadas adequadamente. “Assim como na gripe A, a adoção de medidas simples diminui a disseminação dos agentes.” As pessoas mais expostas são aquelas com saúde debilitada, que estão internadas em hospitais e clínicas de repouso.

No entanto, a “superbactéria” também pode atingir a população fora das unidades de saúde. Por isso, além dos cuidados com a higienização correta das mãos, é imprescindível evitar o uso de medicamentos sem prescrição médica, especialmente a utilização indiscriminada de antibióticos que é o que torna as bactérias mais resistentes. Esta semana, o ministro da Saúde, José Temporão, enfatizou que o governo quer regulamentar a venda desses medicamentos.



ESTADO

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está concluindo uma nova regulamentação a partir da qual o acesso a antibióticos nas farmácias só vai poder se dar por intermédio da receita médica. Ela deve fica retida para evitar que o paciente possa comprar novamente o medicamento sem acompanhamento médico. “O autoconsumo, o consumo irresponsável e a má prescrição é que levam a uma situação como essa.” O ministro ainda acredita que a infecção também pode ter se disseminado por causa de falhas no processo de controle de infecção hospitalar.

A presença de KPC já foi confirmada em diversos estados, como Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Paraíba, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Em território gaúcho, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), por meio da Divisão de Vigilância Sanitária, faz um alerta em relação à bactéria. Segundo a nota, os hospitais devem implementar medidas de prevenção e controle de infecção, bem como estratégias de monitoramento de infecções por germes multirresistentes. A Coordenação de Vigilância em Saúde de Porto Alegre confirmou que desde 2008 o agente é detectado nos hospitais da Capital, mas sem o desencadeamento de surtos e registros de óbitos em pacientes.



Superbactéria?

Conforme o infectologista Marcelo Carneiro, a KPC não deve ser chamada de superbactéria. Isso porque os mecanismos de resistência são esperados em todos os tipos de bactérias. O problema de multirresistência a antimicrobianos, como o induzido pela KPC, ocorre com outros agentes também com um impacto grande, mas sem divulgação na mídia. “Portanto, chamá-la de super é alarmista e, assim, perde-se o momento para discutir questões mais importantes, como prevenção de transmissão com a higienização das mãos.”
 

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Anvisa discute medidas contra superbactéria KPC

Especialistas vão debater os recentes casos de infecção provocados pela Klebsiella pneumoniae carbapenemase

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realiza hoje, em Brasília, uma reunião com microbiologistas e infectologistas de todo o país para discutir as infecções hospitalares provocadas por bactérias resistentes a antibióticos. Será das 9h às 17h, na sede da Anvisa, no Setor de Indústria e Abastecimento.

No encontro, os especialistas vão debater os recentes casos de infecção provocados pela Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), enzima que tem funcionado como novo mecanismo de resistência em algumas bactérias.

Em pauta, ainda, medidas de contenção e prevenção de novos casos, padronização de conceitos, diagnóstico, métodos de identificação dessas bactérias, seleção de laboratórios estaduais de referência e fluxos de notificação das infecções.

DF eleva número de mortes por superbactéria para 18

Mais três mortes pela superbactéria KPC foram confirmadas pela Secretaria da Saúde do Distrito Federal, fazendo o número de óbitos subir de 15 para 18. Por causa da superbactéria, houve crescimento da demanda por materiais descartáveis e de higiene, levando ao desabastecimento do estoque no DF.

Para fazer a reposição, o governo anunciou que gastará R$ 10 milhões em caráter emergencial. De janeiro até 15 de outubro foram registrados 183 casos de contaminação, das quais 46 tiveram infecção.
AGÊNCIA BRASIL

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Superbactéria já matou 18, em hospitais do país

Uso indiscriminado de antibióticos é apontado pelos médicos como a principal causa da infecçãoUma superbactéria que infecta pacientes nos hospitais e internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) está espalhando medo no Distrito Federal e em São Paulo. Em SC, não há registros sobre a infecção.



Em Brasília, 135 pessoas estão infectadas com a bactéria. Na capital paulista, estima-se que 90 pessoas já foram contaminadas desde o início do ano. Pelo menos 18 pessoas morreram por causa da infecção, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).



O uso indiscriminado de antibióticos é a causa da infecção pela Klebsiella pneumoniae Carnapenemase (KPC), conforme especialistas. As autoridades de saúde alegam que a ingestão descontrolada dos medicamentos baixa a imunidade dos pacientes, o que facilita a contaminação pela superbactéria. A KPC é a mutação genética de uma bactéria que existe no corpo humano e que, em geral, é inofensiva. Ao sofrer a mutação, torna-se resistente à maioria dos antibióticos que deveriam destruí-la.



O primeiro caso foi no Recife em 2006. Depois, outros foram registrados no Distrito Federal, Paraíba, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. Novos casos estão sendo investigados no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.



O Ministério da Saúde alerta que a higiene é a forma mais eficaz de evitar a infecção. Recomenda-se lavar bem as mãos sempre que sair de um hospital, passar álcool e usar luvas e máscaras para evitar o contágio. Para conter o avanço da KPC em outras áreas do país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai editar novas regras que dificultarão a venda de antibióticos nas farmácias brasileiras.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sobe para 135 número de casos com a superbactéria no Distrito Federal (Danuza Peixoto)

Lisiane Wandscheer

Da Agência Brasil

Em Brasília O número de casos suspeitos de contaminação pela bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) no Distrito Federal subiu de 108 para 135. Desse total, 48 pacientes permanecem internados em 16 hospitais, dos quais nove são públicos e sete, privados. A informação é da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. A bactéria KPC é um organismo resistente a antibióticos.



A Gerência de Investigação e Prevenção das Infecções da secretaria, responsável pelo levantamento da situação nos hospitais, confirmou 15 mortes relacionadas à infecção. Havia a suspeita de que 18 óbitos de pacientes hospitalizados tivessem sido provocados pela bactéria, mas a secretaria informou que três foram descartados.



No Hospital de Base de Brasília (HBB) há 23 casos de pacientes com a bactéria. As pessoas que desenvolveram a infecção são doentes graves da terapia intensiva, da neurocirurgia ou politraumatizados.



Segundo o diretor do HBB, Carlos Schmin, foi preciso fazer um remanejamento no hospital para dar maior segurança dos pacientes. “Estamos fazendo um esforço para controlar o contágio pela bactéria. Dividimos o hospital em quatro alas, uma para pessoas que tiveram contato com pacientes com a bactéria, outra para os pacientes com o quadro infeccioso, outra para os portadores e uma para as pessoas que chegam ao hospital”, disse.



Segundo o diretor, a superbactéria, que surgiu em 2000 nos Estados Unidos, é hoje uma preocupação mundial. De acordo com ele, o micro-organismo está presente tanto em hospitais públicos como privados, em vários estados brasileiros. “O Pronto-Socorro do Hospital de Base recebe diariamente de 6 mil a 7 mil pessoas, o que aumenta o risco. Temos reforçado o cuidado com a higienização e impedido o contato com pacientes suspeitos para evitar novos contágios”, afirmou.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Hospitais serão obrigados a notificar Anvisa sobre casos de superbactérias

Lígia Formenti/BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Os hospitais serão obrigados a comunicar às autoridades sanitárias a ocorrência de infecção por superbactérias entre seus pacientes. A medida integra o Plano Nacional de Microagentes Multirresistentes, um projeto em elaboração desde o início do ano, mas que foi apressado diante do recente avanço no País da KPC, uma superbactéria resistente à maior parte dos antibióticos disponíveis no mercado.
CELSO JUNIOR/AE-8/10/2010
CELSO JUNIOR/AE-8/10/2010
Alerta. Cartaz apresenta informações para pacientes sobre as precauções contra bactérias resistentes a antibióticos no Hospital Brasília, no Distrito Federal
O plano está sob coordenação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e tem como meta controlar a propagação das superbactérias. No caso da KPC, os pacientes já debilitados não respondem ao tratamento tradicional e precisam tomar drogas altamente tóxicas ou que, por serem muito caras, nem sempre estão disponíveis na rede pública.
Atualmente, os hospitais não são obrigados a comunicar à vigilância sanitária casos de bactérias multirresistentes. O episódio da KPC, por exemplo, reflete essa lacuna. A Anvisa foi notificada sobre surtos provocados pela superbactéria em hospitais do Distrito Federal. Mas os próprios integrantes da agência reconhecem que há vários outros casos no País.
Como revelou o Estado no sábado, só no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-USP) há pelo menos 70 registros de pacientes que apresentaram, desde 2008, a infecção. O Laboratório de Pesquisa de Resistência Bacteriana da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), já confirmou KPC em amostras vindas de João Pessoa, Recife, Vitória, Rio e Rio Grande do Sul.
"O problema é que muitos hospitais não têm condições de fazer o diagnóstico. São poucos os laboratórios de microbiologia que apresentam condições adequadas de funcionamento no País", afirma a coordenadora-chefe do Grupo de Controle de Infecção Hospitalar do HC, Ana Sara Levin. Levantamento feito pela agência em 2007 em 467 laboratórios revelou problemas graves, como falta de equipamento básico, pessoal capacitado para fazer controle de qualidade e segurança. Para autores do relatório, as graves deficiências fazem com que resultados dos exames, em muitos locais, não sejam confiáveis. "Temos centros de excelência no País, como o próprio HC, mas isso é exceção", afirma Ana Sara.
Plano. A chefe da Unidade de Investigação e Prevenção e Efeitos Adversos da Anvisa, Janaína Sallas, concorda que há muito o que melhorar na infraestrutura. "Mas o plano trará um diagnóstico das necessidades dos laboratórios. Com previsão para investimento nesta área", diz. Um estudo piloto foi feito a partir de 2004 em 145 hospitais de referência no País. Deficiências foram encontradas e, de acordo com Janaína, várias melhorias foram realizadas.
O problema será encontrar mecanismos para garantir a melhora de toda rede. São 1.144 hospitais que têm pelo menos 10 leitos de UTIs. "A meta será melhorar o fluxo de informação e trazer todas as condições para que laboratórios de referência tenham condições de atender adequadamente a demanda, que irá crescer", diz Janaína.
Preparado pela área técnica, o plano será apresentado para direção da Anvisa e para o Ministério da Saúde. Hospitais que não comunicarem às autoridades sanitárias serão punidos por lei.

terça-feira, 29 de junho de 2010


Brasil: um país gigante pela própria natureza



Parabéns Brasil!




Dilma assistindo ao jogo

Dilma assiste ao jogo do Brasil contra o Chile. Foto: Roberto Stuckert Filho




Hoje, a nossa Seleção foi show de bola contra o Chile. Deu gosto de ver, de sentir a energia do Brasil inteiro nessa torcida verde-amarela. Estamos chegando lá. É só manter esse ritmo que vamos conquistar o hexa. Esta é a certeza que nos move, de Norte a Sul do Brasil. Fica a nossa torcida, a nossa união e o tremendo orgulho de ser brasileiro.





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